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Archive for abril \30\+00:00 2008

Os portais de notícias do estado ainda vivem na segunda fase do desenvolvimento do ciberjornalismo, alguns na pré-história. Apesar de, há alguns anos, vários desses portais terem realizado uma reforma e disponibilizado uma “capa” onde apresenta as principais matérias do dia e fotos que trocam a cada 60 segundos, a estrutura do portal se distanciou da linguagem ciberjornalística e, em conseqüência, provocou o cansaço do leitor.

Os textos têm um formato mais para jornal impresso ou colunas pessoais de jornalismo impresso. Repórteres e colunistas não consideram o suporte “cibermeio” e o que demanda essa característica para a produção dos textos. Contudo, esse ser “tradicional”, baseado na linguagem do jornalismo impresso, está penalizando o crescimento da audiência no momento em que os portais jornalísticos têm acentuada demanda. Num processo de transformações muito rápidas, os portais jornalísticos tornam-se obsoletos. Mantém uma audiência, considerada acima do satisfatório e que mantém a sobrevivência por meio da publicidade exibida, devido a “tradicionalidade” de alguns portais e ao apadrinhamento político de outros. Se quiserem se manter no ciberespaço e atender sua demanda de crescimento, deverão fazer ajustes que atendam à terceira fase do ciberjornalismo.

Embora alguns portais jornalísticos tenham um grande equipe de redação e reportagem, de fazer inveja a muitas redações de jornais impresso, essas equipe não estão preparadas ou não se atualizam no que se refere às características do ciberjornalismo. É importante ressaltar que, assim como o telejornalismo, o radiojornalismo, o ciberjornalismo é uma disciplina, área específica do jornalismo consolidada. Com o crescimento do numero de usuários da internet, essa audiência cresce a cada dia e somente aqueles que estiverem sintonizados com seu tempo poderão usufruir desse crescimento. E essa audiência, mais habituada a multimidialidade da rede e também mais jovem, vai exigir e demandar melhor conteúdo, melhor apresentação e participação nesse conteúdo. Essa audiência, esse consumidor de notícias rejeita os inúmeros anúncios publicitários com recursos de flash (imagem em movimento) que tornam a página pesada e lenta para carregar as informações, que é o que mais interesse à audiência. O professor Marcos Palácios, coordenador do Grupo de Pesquisa em Jornalismo On Line da UFBA, ressalvou de forma muito perspicaz o desgaste para o portal jornalístico com as chamadas janelas “pop-up”, aquelas que se abrem sem o controle do usuário na tela do computador. Diz o professor Palácios, “mais rápido que o raio – o usuário FECHA a caixinha clicando no “X”. E que – se por mero acaso – chega a perceber do que se trata, FECHA xingando o anunciante.”

A convergência de mídias anunciada a todo momento, o desenvolvimento da telefonia celular e a chegada da TV digital são indicativos de uma integração iminente da internet com a televisão. Como afirmam os principais cientistas da área, num futuro muito próximo teremos um novo modelo de televisão, que pode ser vista em qualquer computador, em qualquer celular. A televisão integrada a internet determinará uma nova forma de consumir notícias, uma nova linguagem jornalística. Essa mudança não ocorrerá da noite para o dia, é um processo em que os portais jornalísticos devem, aos poucos, se adaptando. O modelo atual sobrecarregado de anúncios em flash, de notas e algumas notícias secas, sem atrativo, sem chamariz, sem o uso das propriedades do ciberespaço está fadado à falência.

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O recente caso em que se envolveu o jogado Ronaldo, apelidado pela TV Globo de “fenômeno” deixa claro que os “olimpianos” estão imunes, puros de qualquer envolvimento pecaminoso. A entrevista do delegado de polícia que atendeu o caso, na maioria das emissoras de TV deixa claro, assim como a edição da matéria feita pelo noticiário, que os culpados são os travestis. Ronaldo é vítima.

Pobre Ronaldo! Parece-me que foram os travestis atrás do Ronaldo no hotel onde está hospedado, ou na casa onde fica no Rio de Janeiro!? Ou será que foi o Ronaldo que saiu em busca de diversão e encontrou os travestis pelas ruas? É! Somente o “fenômeno” tem direito à diversão. Nas entrelinhas da entrevista do delegado, pode-se facilmente entender que todo “fenômeno” também tem direito a um pouco de diversão. Os culpados foram os travestis! “Esses travestis, gente desqualificada, só servem para extorquir “fenômenos” do futebol!”

E que diversão em Ronaldo! Pobre Ronaldo!

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A Assembléia Geral do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo aprovou, no último dia 21 de abril, na Universidade Mackenzie, Belo Horizonte como local em que será realizado o 12º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo (12º ENPJ).

A proposta foi apresentada pela professora Sandra Freitas da PUC de Minas Gerais com apoio da Prefeitura de Belo Horizonte, Governo de Minas Gerais, da direção da Faculdade de Comunicação da PUC e da reitoria da instituição.

O evento está previsto para os dias 30 de abril, 1 e 2 de maio de 2009. A diretoria do FNPJ deverá propor, nos próximos dias, o tema do Encontro.

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Os professores de jornalismo reunidos em Assembléia Geral do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), no dia 21 de abril, aprovaram proposta para regulamentar o estágio dos estudantes. Segundo o presidente do FNPJ, Edson Spenthof, eleito nessa Assembléia, “após 30 anos de polêmica, os professores têm uma proposta nacional sobre o assunto”, destacou ainda a importância de uma proposta advindo dos professores.

Spenthof destacou ainda pontos importantes da proposta em que a maioria dos associados presentes votou e decidiu por permitir a carga horária de estágio de 30 horas semanais, a realização do estágio a partir do momento julgado apropriado por cada curso de jornalismo, levando em consideração a sua estrutura curricular, o seu projeto pedagógico e as condições de supervisão, e deixar expresso que o estágio também será supervisionado nas organizações não-governamentais.

A proposta dos professores, denominada “proposta do FNPJ”, será encaminhada para debate com os profissionais jornalistas no Congresso Nacional dos Jornalistas que acontece em agosto, em São Paulo. Segundo Spenthof, “pretende-se tirar uma proposta única, entre profissionais e professores, entre Fenaj e FNPJ para regulamentar os estágio nos cursos de Jornalismo do país”.

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O 1º Colóquio Ibero-Americano de Professores de Jornalismo, que finalizou o terceiro dia do XI Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, contou com a participação de Ramón Salaverría, da Universidade de Navarra (Espanha) e Nilson Lage, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Presente também, o professor Gerson Luiz Martins, como mediador, em seu último dia como presidente do FNPJ, e Leonel Aguiar, docente da PUC-Rio e novo diretor-científico do FNPJ.

Salaverría, especialista em mídia digital, acredita que o jornalismo digital não ameaça os demais meios de comunicação. Ele revelou que, na Espanha, a mídia televisiva atinge cerca de 90% da população, mas é a internet que serve como maior fonte de notícias para os espanhóis; a TV é tida mais como fonte de entretenimento. Uma observação relevante abordada pelo professor da Universidade de Navarra é que o ciberjornalismo apenas poderá ser considerado uma legítima fonte de informação quando tiver repórteres exclusivos, que produzam conteúdo de acordo com a linguagem da Internet.

Além disso, ele mostrou como o ciberjornalismo pode influenciar as mídias mais tradicionais. Um exemplo é o fato de grande parte dos jornais impressos voltados à temática esportiva atualmente possuirem editorias personalizadas para cada grande clube de futebol, tendência que começou com os sítios especializados.

O professor Nilson Lage, por sua vez, centrou sua palestra nos defeitos e vícios do Jornalismo. Ele comentou como os profissionais da área se apóiam nos chamados “especialistas”, que acabam sendo os que constroem a reportagem, em detrimento dos jornalistas, que muitas vezes não apuram a informação. “Não é o jornal que faz a notícia, mas sim um sistema complexo”, disse.

Quanto à questão do ensino, Lage observou que as universidades, em sua maioria, preocupam-se mais em formar os alunos ideologicamente do que em instruí-los de acordo com a realidade do mercado de trabalho. Por fim, o professor criticou a enorme quantidade de cursos de Jornalismo existente no país, pois não há possibilidade do mercado absorver todos os profissionais recém-formados, além de muitas graduações não apresentarem qualidade satisfatória.

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A nova diretoria do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo(FNPJ) tomou posse na assembléia de encerramento do 11º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, realizada na manhã de 21 de abril, na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Eleita com a unanimidade dos votos dos sócios presentes ao evento, a nova direção terá mandato até 2010.

Após ser empossado, o presidente da nova diretoria, professor Edson Spenthof (UFG-GO) destacou a importância da atuação do FNPJ no processo de defesa da qualidade do ensino de jornalismo no Brasil. Reafirmou o compromisso de manter o diálogo e o trabalho conjunto com as demais instituições da área, como a SBPJor (Associação Brasileira de Pesquisadores de Jornalismo), Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) e Andi (Agência de Notícias dos Direitos da Infância).

Spenthof chamou a atenção para o caráter singular do FNPJ, graças a sua atuação no campo acadêmico e também no campo político, no seu trabalho de interlocução com o Governo Federal e outros organismos que regulam e interferem na organização do ensino superior no país. Segundo ele, a entidade dá sinais visíveis de consolidação no cenário brasileiro da educação, o que qualifica os desafios da nova direção.

Antes de transmitir o cargo a Spenthof, o presidente no biênio 2006/2008, professor Gerson Luiz Martins (UFMS – MS), apresentou um breve balanço das atividades desenvolvidas nos últimos anos. Ressaltou a realização dos encontros regionais e estaduais de professores, a edição da Rebej (Revista Brasileira de Ensino de Jornalismo), sob a coordenaççao do professor Juliano Carvalho, vice-presidente da entidade e as parcerias com a SBPJor, a Fenaj e a Andi.

A nova diretoria do Fórum está constituída da seguinte forma:

Diretoria Executiva
1. Presidente: Edson Spenthof (UFG – GO)
2. Vice-presidente: Juliano Carvalho (UNESP – SP)

3. Secretário-Geral: Carmen Pereira (Univ. Castelo Branco – RJ)
4. Segunda Secretária: Ana Prado (Unama – PA)

5. Tesoureiro-Geral: Marcel Cheida (PUC-Campinas – SP)
6. Segundo Tesoureiro: Vitor Menezes (Uniflu – Campos-RJ)

7. Diretor Científico: Leonel Aguiar (PUC-Rio – RJ)
8. Vice-Diretor Científico: Josenildo Guerra (UFS – SE)

9. Diretor Editorial e de Comunicação: Paulo Roberto Botão (UNIMEP – SP)
10. Vice-Diretor Editorial e de Comunicação: Mirna Tonus (UNIUBE – Uberaba-MG)

11. Diretor de Relações Institucionais: Gerson Luiz Martins (UFMS – MS)
12. Vice-Diretor de Relações Institucionais: Sérgio Gadini (UEPG – Ponta Grossa –PR)

Diretorias Regionais

1. Diretor(a) Regional Norte I: Lúcia Helena Mendes Pereira (UFT – TO
2. Diretor(a) Regional Norte II: Manuel Dutra (Unama – PA)

3. Diretor(a) Regional Nordeste I: Ricardo Mello (UCP – PE)
4. Diretor(a) Regional Nordeste II: Mônica Celestino (FSBA – BA)

5. Diretor (a) Regional Sudeste I: Marcelo José Abreu Lopes (Mackenzie – SP)
6. Diretor(a) Regional Sudeste II: Sandra Freitas (PUC-Minas – MG)

7. Diretor (a) Regional Centro-Oeste I: Thaïs Mendonça (UnB – DF)
8. Diretor (a) Regional Centro-Oeste II: Eliani Covem (UCG – GO)

9. Diretor (a) Regional Sul I: Elisa Leonardi (Unicentro – Guarapuava-PR)
10. Diretor (a) Regional Sul II: Tomás Barreiro (Unicenp – PR)

Conselho Consultivo

Ivete Roldão (PUC-Campinas – SP)
Valci Zuculoto (UFSC – SC)
Boanerges Lopes (UFJF – MG)
José Marques de Melo (UMESP/USP – SP)
Joaquim Lannes (UFV – MG)
Antonio Francisco Magnoni (Unesp – SP)
Franklin Valverde (Universidade São Marcos – SP)

Conselho Fiscal

Sandra de Deus (UFRGS – RS)
Jorge Kanehide Ijuim (UFSC – SC)
Narciso Lobo (UFAM – AM)

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Por Marcos Palácios

Coordenado pelos Professores Alfredo Vizeu e José Afonso Jr., da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o Grupo de Pesquisa Jornalismo e Contemporaneidade, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPE, acaba de lançar seu sítio na internet.

Segundo seus coordenadores, “o Grupo surge para desenvolver análises da natureza e história do Jornalismo, seus fundamentos epistemológicos, bem como o Jornalismo como forma de conhecimento e prática social.O grupo também realiza investigações sobre Os Estudos e as Teorias do Jornalismo, considerando os aspectos da organização, produção, conteúdo e circulação de notícias. São ainda objeto de estudos e de publicações: O Estatuto do Jornalismo como processo produtivo da notícia, as rotinas de produção; a cultura profissional; os constrangimentos organizacionais; os anunciantes e a linguagem, as novas tecnologias: impacto, efeito e produção de sentidos; o mercado jornalístico: desenvolvimento de projetos de cooperação e formação e a Ética e a deontologia jornalística.”

O sítio traz informações sobre atividades do Grupo e disponibiliza na íntegra a produção de seus integrantes. Como primeira atividade do GJC, será realizado, em 28 de maio, o I Seminário de Jornalismo Contemporâneo, no mini-auditório do Centro de Artes e Comunicação da UFPE, no Recife. O evento, que contará com a participação de pesquisadores das universidades federais de Sergipe, Paraíba e Pernambuco, tratará de temas como jornalismo e cotidiano, novas tecnologias, objetividade e pesquisa/metodologia.
As inscrições, gratuitas, serão realizadas de 06 a 20 de maio, na secretaria do PPGCOM/UFPE. Vagas limitadas. Informações: (81) 2126.8960 ou pelo e-mail jornalismocontemporaneo@grupos.com.br

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