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Archive for março \25\UTC 2009

Do Boletim da Fenaj

O Recurso Extraordinário RE 511961, que questiona a constitucionalidade da exigência do diploma em Jornalismo como requisito para o exercício da profissão, entrará na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) em 1º de abril. Sua apreciação deve se dar no mesmo período do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Lei de Imprensa. A Executiva da FENAJ e a Coordenação da Campanha em Defesa do Diploma e da Regulamentação dos Jornalistas reúnem-se nesta terça-feira (24) para definir procedimentos sobre as duas questões.

Segundo fontes, a decisão de incluir o RE 511961 e a Adin contra a Lei de Imprensa na pauta de julgamentos do STF em abril já estava tomada no final da tarde de segunda-feira (23) e sua formalização seria questão de horas. Com reunião já agendada anteriormente para as 14h desta terça-feira, a Executiva da FENAJ e a Coordenação da Campanha em Defesa do Diploma e da Regulamentação buscarão operacionalizar movimentos de sensibilização da Corte. “Agora temos ainda mais motivos para construir a Semana e o Dia Nacional do Jornalista, 7 de abril, com um grau maior de mobilização da categoria e da sociedade”, diz o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade.

A iminência do julgamento das duas ações naturalmente obrigará dirigentes sindicais e apoiadores das causas que advogam a constitucionalidade da exigência do diploma e a aprovação de uma nova e democrática Lei de Imprensa a alterarem suas agendas. “Sabemos que o julgamento destas questões começará no dia 1º de abril, mas não se pode prever quando será o seu desfecho” destaca Murillo. Ele considera que os dirigentes de entidades sindicais e do campo do jornalismo, bem como de outras organizações da sociedade deverão se preparar para estarem presentes em Brasília no momento decisivo.

Já era cogitada entre os apoiadores do movimento a organização de caravanas dos estados a Brasília na data do julgamento do RE 511961. Agora, mais do que o caráter comemorativo, a Semana Nacional dos Jornalistas se converterá efetivamente numa Semana Nacional de Luta.

Novas mobilização nos estados deverão ganhar maior dinâmica a partir dos próximos dias, inclusive na perspectiva de conquistar novos apoios políticos. De lado porque a exigência do diploma como requisito para o exercício do Jornalismo é um dos pilares da profissão. De outro porque a regulamentação das relações entre jornalistas, empresas de comunicação e a sociedade é considerada fundamental para consagrar e assegurar a liberdade de imprensa.

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Livro publicado na internet: Como escrever para a Web

Livro publicado na internet: Como escrever para a Web

O Centro Knight de Jornalismo nas Américas acaba de publicar a edição eletrônica em português de Como escrever para a Web, escrito pelo jornalista colombiano Guillermo Franco e traduzido ao português pelo jornalista brasileiro Marcelo Soares.

O livro de Franco traz exemplos práticos sobre como escrever para publicações online e como pesquisar a partir de outras fontes. O autor o considera não só um manual, mas também um ponto de partida para um guia mais abrangente sobre como escrever para a Web. Desde a sua publicação em dezembro de 2008, a edição em espanhol já foi baixada quase 13 mil vezes.

O livro pode ser baixado em formato PDF aqui. Leia a nota completa do Centro Knight sobre o livro aqui.

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  MEC constitui comissão para discutir ensino de jornalismo Do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro

Professores, estudantes, jornalistas e pesquisadores participaram da primeira audiência pública que começou a discutir a revisão das diretrizes curriculares dos cursos de Jornalismo, na manhã desta sexta-feira (20), na sede da Representação do MEC no Rio de Janeiro.

A comissão de especialistas, encarregada da revisão curricular, espera concluir seu trabalho em junho e encaminhar à Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC a proposta no segundo semestre para que entre em vigor já no próximo ano. A informação foi dada no final da audiência pelo professor José Marques de Melo, presidente da comissão. “O governo vai mudar no ano que vem. E quando muda governo muda tudo”, brincou, para explicar a razão da pressa.

Os debates na audiência revelaram uma preocupação relacionada com a qualidade do ensino, teórico e prático, a criação de regras definitivas para estágio dos estudantes e condições para que atuem nas diversas mídias, a adoção de políticas que dêem prioridade à formação humanística, a necessidade de aprimorar políticas voltadas para reconhecimento, fiscalização e avaliação periódica dos cursos de Jornalismo em todo o país, além de incentivo à criação de mecanismos legais para facilitar o acesso das universidades a emissoras de rádio e canais de televisão.

Os estudantes criticaram o aumento de vagas e a queda da qualidade de ensino nas universidades particulares em todo o país. O diretor de Coordenação e Supervisão da Secretaria de Educação Superior do MEC, Paulo Wollinger, defendeu o surgimento de vagas para atender a um déficit de cursos superiores no Brasil. “O importante é expandir e brigar pela qualidade. Mas esta briga nem sempre é fácil”, disse, em referência à reação negativa de moradores ao fechamento de cursos em sete cidades por iniciativa do MEC.

O presidente do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo, Edson Luiz Spenthof, concorda com Paulo Wollinger sobre a importância de a comissão conseguir implantar uma orientação de âmbito nacional em defesa da especificidade do Jornalismo em relação a outras carreiras da Comunicação Social, como Publicidade, Turismo, Cinema, Relações Públicas. “As diretrizes nacionais servirão para orientar as normas de reconhecimento, fiscalização e avaliação dos cursos. A identidade regional pode ser preservada mas o núcleo comum estará previsto nessas diretrizes”, observou.

Compareceram à audiência representantes da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social, da Associação Brasileira dos Pesquisadores em Jornalismo.

Também participam da comissão Alfredo Eurico Vizeu Pereira Junior (Universidade Federal de Pernambuco), Eduardo Barreto Vianna Meditsch (Universidade Federal de Santa Catarina), Lucia Maria Araújo (Canal Futura), Luiz Gonzaga Motta (Universidade de Brasília), Manuel Carlos da Conceição Chaparro (Universidade de São Paulo), Sergio Augusto Soares Mattos (Universidade Federal do Recôncavo Baiano), Sonia Virgínia Moreira (UERJ).

Até 30 de março, alunos, professores, pesquisadores, profissionais e representantes da sociedade civil podem enviar suas contribuições sobre dois principais temas: o perfil desejável do profissional do jornalismo e as principais competências a serem adquiridas durante a graduação. O endereço para o envio: consulta.jornalismo@mec.gov.br.

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Descargar portada de Periodismo integrado: convergencia de medios y reorganización de redacciones. Libro por Ramón Salaverría y Samuel NegredoOs professores e pesquisadores espanhóis Ramón Salaverría e Samuel Negredo publicaram na última semana livro Periodismo Integrado, que faz análise da convergência das redações, fenômeno recorrente das grandes empresas jornalísticas que buscam compatibilizar as redações do jornal impresso e a redação do ciberjornal.

Salaverría e Negredo analisaram oito modelos de referência mundial de redação jornalística como Daily Telegraph, The Tampa Tribune, Schibsted, Estado de S.Paulo, The New York Times, The Guardian, Clarín e Financial Times. Segundo informações do Blog E-Periodistas, a partir desses casos os autores abordaram profundamente o como, o para que e o que da convergência na mídia e estabelecer propostas de critérios e procedimentos para reorganizar as empresas jornalísticas, com o  objetivo de se converter em organizações informativas do século 21. Salaverría, no Blog de apresentação do livro, destaca ainda que “o futuro dos meios de comunicação atuais acontece nas redações. De sua evolução depende o perfil do jornalismo e dos negócios da informação. E essa evolução se chama hoje de convergência jornalística, a oportunidade para reconverter a organização das empresas jornalísticas do século 20 em empresas informativas do século 21. O livro mostra as chaves do processo de convergência e descreve com precisão como algumas grandes mídias do mundo se empenham em obter êxito”.

O acesso para as referências do livro pode ser feito pelo endereço na internet www.periodismointegrado.com.

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O presidente da Federação Nacional das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação, SOCICOM, professor Dr. José Marques de Melo divulgou, nesta semana, nota em que assinala a necessidade da reclassificação das área do conhecimento e elevar a Comunicação como Grande Área. A atual Tabela do CNPq das área do conhecimento atribui a comunicação como Área na Grande Área Ciências Sociais Aplicadas. O jornalismo aparece como subárea.

A SOCICOM realizou, no último dia 16 de março, o Seminário de Integração Institucional em que os participantes salientaram a necessidade de promover a Comunicação para Grande Área. Segundo o texto do professor Dr. José Marques de Melo, “existem hoje no país quase duas dezenas de sociedades científicas que agrupam pesquisadores e professores na área de comunicação”. Destacou ainda que “a criação da  nossa federação nacional pode desempenhar papel estratégico no diálogo com os gestores de C&T. Pode também ajudar a identificar as demandas de interesse comum, nelas concentrando atenção para convencer  os consultores científicos a dar-lhes prioridade”. De outro lado, Marque de Melo enfatizou que “ano a ano, a pesquisa em comunicação cresce nas universidades brasileiras, mas as cotas de bolsas para iniciação científica, mestrado e doutorado permanecem estáveis, quase não abrindo oportunidades para a nova geração de pesquisadores. Da mesma forma, as verbas para pesquisa de campo ou de laboratório continuam a flutuar,  nos mesmos patamares, por falta de projetos temáticos relevantes”.

Atualmente fazem parte da SOCICOM a COMPÓS, FNPJ, ULEPICC, SOCINE, SBPJor, ABRAPCORP, FOLKCOM, Rede ALCAR, ABCiber, ABJC e FORCINE.

Confira a íntegra da mensagem do professor Dr. José Marques de Melo:

A comunicação como grande área do conhecimento
José Marques de Melo
Professor Emérito da Universidade de São Paulo e presidente da
Federação Brasileira das Sociedades Científicas e Associações Acadêmicas de Comunicação – SOCICOM

A realização do “Seminário de Integração Institucional”, promovido pela SOCICOM no dia 16 de março de 2009, no auditório da Reitoria da UNESP, em São Paulo,  sinalizou o fortalecimento do campo das ciências da comunicação no Brasil. Trata-se, aliás, da meta principal da federação nacional,  cuja fundação foi decidida na cidade de Santos (SP) em 2007 e ratificada em Natal (RN) em 2008, com a finalidade de reunir o conjunto das sociedades científicas e associações acadêmicas Do Brasil.

Existem hoje no país quase duas dezenas de sociedades científicas que agrupam pesquisadores e professores na área de comunicação. Doze entidades aderiram à criação da SOCICOM e outras começam a se incorporar, numa demonstração de que  a nossa comunidade acadêmica começa a dar passo decisivo para superar a fragmentação que a vem debilitando politicamente.

Até agora, na luta silenciosa pelas fatias do orçamento estatal destinado a ciência e tecnologia, cada entidade vem defendendo seus próprios interesses. Entretanto, as lideranças dessas associações, ao contentarem-se com a alocação de migalhas, deixam de perceber que a divisão da nossa área só favorece as áreas hegemônicas. Bem estruturadas e muito articuladas, elas tem sido  capazes de apresentar projetos holísticos, com argumentos relevantes que influem na decisão das agências de fomento.

Ano a ano, a pesquisa em comunicação cresce nas universidades brasileiras. Mas as cotas de bolsas para iniciação científica, mestrado e doutorado permanecem estáveis, quase não abrindo oportunidades para a nova geração de pesquisadores. Da mesma forma, as verbas para pesquisa de campo ou de laboratório continuam a flutuar,  nos mesmos patamares, por falta de projetos temáticos relevantes.

A criação da  nossa federação nacional pode desempenhar papel estratégico no diálogo com os gestores de C&T. Pode também ajudar a identificar as demandas de interesse comum, nelas concentrando atenção para convencer  os consultores científicos a dar-lhes prioridade.

O seminário de integração institucional, reunido na cidade de São Paulo, com a participação dos dirigentes das associações fundadoras e de outras em processo de filiação, avançou na elaboração de uma agenda consensual, que será posteriormente levada à consideração dos organismos financiadores e das autoridades federais.

Contudo, a meta mais ousada da SOCICOM está sendo alavancada, no próximo mês de abril, na Ilha da Madeira, Portugal. Ali se reunirão lideranças nacionais da Espanha, Portugal, Brasil, México, Argentina, Bolívia, Venezuela e de outros países hispano-americanos onde as ciências da comunicação conquistaram legitimidade nacional.

Cogita-se potencializar a presença ibero-americana na comunidade internacional da área, através do fortalecimento de uma rede mega-regional, destinada a cimentar os avanços investigativos em nosso espaço geopolítico, preservando e robustecendo nossa identidade cultural. Desta maneira, poderemos neutralizar a tendência vigente que mantém nossos países na órbita dos importadores de know how, quando muitas vezes dispomos de saber mestiço mais apropriado para nossas próprias realidades.

Superar o “complexo do colonizado” que nos atrela à legião dos deslumbrados com os modismos do “primeiro mundo” constitui o maior desafio a ser enfrentado.

O Brasil possui, indiscutivelmente, uma grande comunidade acadêmica no âmbito das ciências da comunicação, mas comporta-se como satélite do pensamento anglófono ou francófono, muitas vezes reciclado nos entrepostos regionais que ainda nos causam fascinação.

É bem verdade que não constituímos um corpo cognitivo homogêneo.  Por isso, cabe às nossas lideranças estabelecer pontes que comuniquem o saber acumulado em cada disciplina – jornalismo, cinema, publicidade, relações públicas, semiótica, cibercultura, folkcomunicação, midiologia, comunicologia etc. – sem deixar de nutrir-se nos conteúdos gerados pelas humanidades e sem negligenciar ações estribadas nas tecnologias de ponta.

Este é o chamamento que a diretoria da SOCICOM fez aos participantes do referido seminário, consciente de que muito temos a fazer para ultrapassar o paroquialismo, logrando a unidade necessária para legitimar a comunicação como grande área do conhecimento.

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Do Blog Jornalistas da Web

Nesta terça-feira, 17, será lançado o livro “Para entender a Internet”, obra coletiva sobre a internet organizada pelo consultor na área de mídias sociais, Juliano Spyer.

A coletânea, que reúne textos de 38 autores sobre temas como blog, P2P, cultura cyberpunk, Web 2.0, redes sociais, inclusão digital, podcast e remix de conteúdo, não será lançada em papel, mas sim em formato PDF, cujo link será liberado às 18:00 desta terça-feira (horário de Brasília), no Twitter.

O livro nasceu na Campus Party Brasil 2009, onde o organizador convidou os autores dos artigos, discutiu idéias e mobilizou-os quanto a prazo e tamanho do texto.

Entre os colaboradores estão a professora da Universidade Católica de Pelotas, Raquel Recuero;  Edney Souza, o Interney, um dos blogueiros mais conhecidos do Brasil, que escreveu sobre blog; Soninha Francine, vereadora, atual sub-prefeita de São Paulo, cujo texto foi sobre Internet e lei eleitoral; Fábio Seixas, que escreveu sobre microblogging; e Ronaldo Lemos, um dos ativistas brasileiros mais conhecidos, que explica o que é o Creative Commons.

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A diretoria da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo, SBPJor lançou nesta quarta-feira, 11 de março, o novo portal da entidade com o objetivo de oferecer um portal de pesquisa em Jornalismo. O portal traz, na primeira página, as últimas notícias da entidade, além de uma opção, no menu superior, denominada Sala de Pesquisa, onde podem ser encontrados os trabalhos apresentados nas seis edições do Encontro Nacional de Pesquisadores em Jornalismo.

O portal da SBPJor disponibiliza também uma seção dedicada a bibliografia da pesquisa em jornalismo, acesso à Brazilian Journalism Research, ao Prêmio Adelmo Genro Filho e ainda aos Encontros da associação.

Segundo a diretora editorial, Tattiana Teixeira, “a ideia é transformar o sítio web em um portal de pesquisa em Jornalismo e, para isto, a contribuição dos associados é fundamental”.

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