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Archive for fevereiro \26\+00:00 2009

Prof. Dr. Alfredo Vizeu, membro da Comissão das Diretrizes de Jornalismo do MEC

O professor da Universidade Federal de Pernambuco e membro da Comissão do Ministério da Educação que fará a revisão das diretrizes curriculares dos cursos de Jornalismo, Dr. Alfredo Vizeu será o conferencista da solenidade de abertura do 12º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, que acontece em Belo Horizonte (MG), entre os dias 17 e 19 de abril, que terá como tema “O ensino de jornalismo no Brasil e as diretrizes curriculares: ida e vindas de um processo de consolidação do jornalismo como campo acadêmico“.

O Encontro terá ainda outros espaços para o debate sobre a reformulação das diretrizes curriculares de Jornalismo, como o 3º Encontro Nacional de Coordenadores de Curso de Jornalismo, na manhã do dia 17. A diretoria executiva do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) estuda a viabilidade de inserir na programação um momento de diálogo dos membros da Comissão do MEC com os professores de jornalismo presentes, com a possibilidade de transmissão “ao vivo” da fala do presidente da Comissão, professor Dr. José Marques de Melo diretamente de Funchal, na Ilha da Madeira, onde estará em evento de comunicação.

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Coordenadora Técnica do Projeto UNESCO/FELAFACS, Dra. Liuba Kogan

Coordenadora Técnica do Projeto UNESCO/FELAFACS, Dra. Liuba Kogan

A Federação Latino-americana de Faculdades de Comunicação Social – FELAFACS vai realizar uma pesquisa para conhecer a realidade do ensino na área de comunicação na América Latina. O projeto tem o apoio da UNESCO e deverá ser concluído até o final de maio. O mapeamento irá identificar as faculdades, escolas de comunicação e centros de formação não universitária, e ainda os programas de estudos oferecidos em cada um dos países da região.

A coordenador geral do Mapeamento, professora Dra. Liuba Kogan, da Universidade Lima destacou, “tenho a certeza de que trabalhando juntos iremos desenvolver será útil para as nossas instituições e, nesse sentido, o nosso contributo muito importante”.

O projeto será desenvolvido em cinco regiões, conforme classificação realizada pela FELAFACS, que são o Cone Sul integrado pela Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile, coordenado pelo professor Gustavo Rodríguez da Universidade do Chile; Países Andinos integrado pela Bolívia, Peru, Equador, Colômbia e Venezuela, coordenado pela professora Dra. María Teresa Quiroz da Universidade de Lima e presidente da FELAFACS; Centro América e Caribe integrado pelo Panamá, El Salvador, Guatemala, Nicarágua, República Dominicana, Porto Rico, Costa Rica, Belize, Honduras, Cuba e países caribenhos, coordenado pelo professor Dr. José Luiz Benitez da Universidade Centroamericana de El Salvador e coordenador do mestrado em comunicação; México, coordenado pela professora Dra. María Corella da Universidade Anáhuac e diretora do Centro de Pesquisa para Comunicação Aplicada da Escola de Comunicação e Brasil, coordenador pelo professor Dr. Gerson Luiz Martins da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, coordenador do Grupo de Pesquisa em Ciberjornalismo e diretor do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ).

A pesquisa compreende uma enquete por meio de formulário a ser trabalhado com os coordenadores de curso ou diretores de escolas na área de comunicação e compreende todas as atividades desenvolvidas pelos cursos em ensino, pesquisa e extensão, além de informações sobre a quantidade de alunos que ingressam e concluem a formação, origem institucional, tempo de duração dos cursos, além de dados cadastrais dos cursos.

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12º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo

As inscrições de trabalhos para o 12º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo (ENPJ) encerram no próximo dia 28 de fevereiro, sábado. O evento acontece em Belo Horizonte, entre os dias 17 e 19 de abril e tem como tema “O ensino de jornalismo nas universidades: impactos na prática profissional e conquistas para a sociedade“.

A diretoria do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) promoveu algumas mudanças no evento que, a partir deste ano, se tornou um evento múltiplo. Na programação do 12º ENPJ acontecem também o 3º ENCONTRO NACIONAL DE COORDENADORES DE CURSO DE JORNALISMO, o 5º COLÓQUIO ANDI, o PRÉ-FÓRUM DA FENAJ, o VIII CICLO NACIONAL DE PESQUISA EM JORNALISMO em que serão apresentados os trabalhos de pesquisa, ensino e extensão desenvolvidos pelos professores, pesquisadores e profissionais de jornalismo e ainda o II COLÓQUIO IBERO-AMERICANO DE ENSINO DE JORNALISMO, que reunirá pesquisadores e professores de Portugal, João Canavilhas; da Colômbia, Carlos Agudelo; da Argentina, Miguel Wiñaczki e do Brasil o professor Sérgio Gadini (UEPG).


Uma outra novidade para o Encontro deste ano foi a participação da Comissão Organizadora Local na rede social Twitter. A professor Sandra Freitas, coordenadora, criou um perfil no Twitter para divulgar as atividades do evento. Para quem quiser seguir o twitter, basta buscar por @12enpj, ou simplesmente 12enpj na rede Twitter.

O 12º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo será realizado em três instituições de ensino de Belo Horizonte, todas localizadas na área central, Centro Universitário UNA, Faculdade Pitágoras e Uni-BH.

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Valéria Tótaro, diretora do SJPMG

Valéria Tótaro, diretora do SJPMG

Artigo publicado pela jornalista mineira Valéria Tótaro, publicado no Observatório da Imprensa e no sítio web da Fenaj, faz a defesa, argumentação e explica a constitucionalidade do Decreto que regulamenta a profissão Jornalista, assim como define a necessidade da formação superior em Jornalismo para o exercício profissional.

Baseado em três argumentações, (1) a regulamentação do Decreto Lei 972/69 – aperfeiçoada pela regulamentação que só veio em 1979 – como marco jurídico do nosso ethos profissional; (2) as falácias da inconstitucionalidade; e (3) o cerceamento à liberdade de expressão,Valéria Tótaro busca na história elementos que comprovam a legitimidade do Decreto e como a Constituição de 1988 não derruba, ao contrário legitima a legislação.

Leia o texto completo no endereço: http://www.fenaj.org.br/materia.php?id=2449

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https://i2.wp.com/www.stf.jus.br/arquivo/cms%5CbancoImagemFotoAudiencia%5CbancoImagemFotoAudiencia_AP_103662.jpg

Do Boletim da Fenaj

Em sessão plenária no dia 18 de fevereiro, o Supremo Tribunal Federal prorrogou por mais 30 dias a suspensão de 20 dos 77 artigos da Lei de Imprensa. A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 130), ajuizada pelo PDT contra a Lei 5.250/67 deverá ser julgada em março.

Relator do processo, o ministro Carlos Ayres Britto solicitou a prorrogação da suspensão. Como parte interessada, a FENAJ ingressou neste processo como amicus curiae (“amigo da Corte”). A entidade defende a manutenção dos artigos não suspensos até que o Congresso Nacional aprove uma nova lei, de caráter democrático.

Sérgio Murillo de Andrade, presidente da FENAJ, informa que é posição aprovada em congressos nacionais da categoria defender a manutenção da atual Lei de Imprensa sem os artigos suspensos pelo STF até que o Congresso Nacional aprove uma nova legislação. “Para o aperfeiçoamento da democracia no Brasil não basta apenas extinguir a atual Lei de Imprensa, pois isto prejudicará os jornalistas, os veículos de comunicação e a sociedade, que ficarão a mercê da legislação ordinária e do que cada juiz considerar melhor”, sustenta.

A FENAJ defende a aprovação do PL 3.232/92, que aguarda votação no Congresso Nacional há 11 anos.

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Reunião na Sub-Secretaria de Comunicação de Mato Grosso do Sul

Os membros do Comitê Estadual de Democratização da Comunicação de Mato Grosso do Sul reuniram-se nesta quinta-feira, 19, com o presidente da OAB-MS, Fábio Trad e em seguida com o sub-secretário de Comunicação do Estado, Guilherme Filho para discutir a participação da entidades no Seminário “Mídia e direitos da Criança” que o Comitê organiza no dia 3 de abril.

O presidente da OAB-MS, Fábio Trad, confirmou a participação da entidade do evento com a liberação do auditório da entidade para a realização do Seminário, assim como fez a indicação da professora da PUC São Paulo, Flávia Piovesan como conferencista da área jurídica. A programação do Seminário confirmou a participação do jornalista Celso Schröder, coordenador nacional do FNDC, Fórum Nacional de Democratização da Comunicação; do jornalista Guilherme Canela, coordenador de Comunicação e Informação da Unesco no Brasil e da professora Maria da Graça Marchina Gonçalves membro do Conselho Federal de Psicologia.

O sub-secretário de Comunicação de Mato Grosso do Sul, Guilherme Filho, apoiou a iniciativa do Seminário e destacou a importância do Comitê, principalmente dado a realização da Conferência Nacional de Comunicação e da necessidade de organização da Conferência de Comunicação no Estado.

O Comitê de Democratização da Comunicação de Mato Grosso do Sul é composto pelo representante do Conselho Regional de Psicologia, Marco Aurélio Naveira; do Sindicato dos Jornalistas Profissional de Mato Grosso do Sul, Alexandre Maciel e Clayton Sales; do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, Gerson Luiz Martins; da OAB-MS, Lairson Palermo; da ONG Girassolidário, Ivanise Andrade; da ONG Ecomunicadores dos Matos, Yara Medeiros e pela assessora de comunicação do CRP, Camila Acosta.

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Assembléia do curso de Jornalismo da UFMSO Departamento de Jornalismo da UFMS promoveu na última segunda-feira, 16, uma recepção aos calouros e veteranos do Curso. O chefe do Departamento, professor Márcio Licerre informou aos acadêmicos as novas perspectivas do curso para 2009 com a admissão de um novo professor aprovado no concurso em dezembro, além da instalação de novos computadores para o Laboratório de Redação. Segundo o professor Licerre, os equipamentos estão na UFMS, basta agora realizar a finalização da obra do Laboratório para que sejam instalados.

O chefe do Departamento destacou também que o Curso de Jornalismo da UFMS faz, em 2009, 20 anos de sua criação e que serão programados eventos acadêmicos e festivos para comemorar a data. Outra novidade apresentada pelo chefe do Departamento foi a criação, pela reitoria, da Coordenadoria de Comunicação que terá como gestora a professora Dra. Daniela Ota. A nova coordenadoria de comunicação compreende órgãos como a TV Universitária, Editora UFMS, Gráfica, Assessoria de Comunicação Social e ainda a futura rádio FM, aprovada pela Anatel, no aguardo da assinatura do ministro das Comunicações. Segundo a professora Daniela Ota, coordenadora de comunicação da UFMS, a instalação da emissora de rádio deve acontecer até o final deste ano. Destacou que “há até definição da frequência outorgada pela Anatel, só falta o ministro Hélio Costa assinar a autorização de funcionamento”. Para substituir a professora Ota na coordenação de curso, o Conselho Departamental indicou o professor Dr. Gerson Luiz Martins, que assume pró-tempore, até a realização das eleições em julho.

Houve ainda a apresentação dos professores do Departamento e seus respectivos projetos de pesquisa e área de ensino. Participaram da recepção aos acadêmicos, os professores Marcelo Câncio, Greice Mara, Márcio Licerre, Daniela Ota, Davi Santos, Edson Silva, Gerson Luiz Martins e Mário Luiz.

Para finalizar a reunião, o presidente do Centro Acadêmico de Comunicação Social (CACOS), Kleomar Carneiro, apresentou os projetos para 2009 com destaque para o projeto de criação de um Núcleo de criação independente de comunicação. O presidente do CACOS destacou também o trabalho de parceria com o Departamento de Jornalismo para a organização dos eventos dos 20 anos do Curso.

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https://brciberjornalismo.files.wordpress.com/2008/12/img-1.jpgReproduzo aqui artigo publicado na edição de sexta-feira, 13 no jornal Correio do Estado sobre o trabalho do recém-criado Comitê Estadual de Democratização da Comunicação de Mato Grosso do Sul, que realizará um Seminário sobre Mídia e direitos da criança no final de março.

Comunicação e direitos da criança e do adolescente

Desde o início de 2008, existe em Mato Grosso do Sul um grupo, uma comissão com representantes da OAB-MS, Conselho Regional de Psicologia, Sindicato dos Jornalistas, professores, estudantes e coordenadores de curso de jornalismo; ONGs como Girassolidário, Núcleo de Ecomunicadores dos Matos que durante o ano se reuniram quinzenalmente para criar e consolidar o Comitê Estadual de Democratização da Comunicação, projeto que se estendeu pelo país desde 1995 quando houve a fundação do Fórum Nacional de Democratização da Comunicação (FNDC).
O FNDC surgiu em julho de 1991 como movimento social e transformou-se em entidade constituída em 20 de agosto de 1995. Mas sua história começou ainda em 1984 com a criação da Frente Nacional por Políticas Democráticas de Comunicação. Entres os objetivos da FNDC e do Comitê Estadual estão adotar o planejamento estratégico para a área das comunicações, com ampla participação de todos os setores da sociedade interessados; mobilizar os setores organizados da sociedade para fazer frente à dimensão estratégica da área das comunicações; formular uma política de comunicações que acolha a participação da sociedade; capacitar os cidadãos para a leitura crítica dos meios de comunicação. E como forma de consolidação do Comitê Estadual de Mato Grosso do Sul, a comissão coordenadora vai realizar, no dia 30 de março próximo, um Seminário com o tema “Direitos da Criança na Mídia”, que terá a participação do jornalista Celso Schröder, atual coordenador nacional do FNDC; do jornalista Guilherme Canela que até o ano passado coordenava as ações de relacionamento da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI) com os meios de comunicação e com as instituições universitárias; da psicóloga Ana Bock, ex-presidente do Conselho Federal de Psicologia e ainda um especialistas da área jurídica convidado pela OAB-MS. O Seminário tem como objetivo despertar a população sobre a influência da mídia na educação e na formação das crianças e adolescentes e também discutir como a população pode ter uma maior participação nos processos de comunicação local e regional.
A chamada comunicação de massa, representada pelos jornais, pela televisão, pelo rádio, pelo cinema e agora pela internet, tem uma influência ampla no cotidiano das pessoas. As telenovelas, filmes e propagandas têm função significativa na vidas das pessoas, padronizam moda, alteram hábitos de alimentação, comportamentos, fornecem informações para as decisões necessárias a cada dia, difundem notícias que transformam a vida da sociedade. A comunicação de massa, a mídia está presente a cada minuto no cotidiano da população, seja para o lazer, seja para orientar o comportamento e influir nas decisões. Nesse aspecto e porque está integrada no dia-a-dia das pessoas, a mídia se transformou num elemento muito importante na sociedade contemporânea e que merece a atenção e, principalmente, a participação das pessoas no gerenciamento da produção e na difusão. A luta pela democratização da comunicação vincula-se aos esforços para uma re-estruturação da sociedade brasileira, com o estabelecimento de garantias para o acesso a serviços públicos, ao trabalho e a condições de vida dignas para todos os brasileiros. O trabalho pela democratização da comunicação não é um esforço com um fim previsível. Envolve tarefas complexas e gigantescas, exige profundidade nas respostas, senso estratégico e mobilização dos setores organizados da sociedade e dos indivíduos. Esse trabalho requer mais capacidade de reflexão sobre a problemática da comunicação e sobre a complexidade e grandiosidade das iniciativas que podem e devem ser empreendidas, e deve superar a mobilização para adesão a projetos prontos e acabados e a assimilação acrítica de “slogans” grandiloquentes.
Na última sexta-feira, 30, o presidente Lula confirmou a realização da 1ª Conferência Nacional de Comunicação em entrevista após participar do Fórum Social Mundial. A expectativa é que o encontro ocorra no fim do ano, após a realização dos encontros regionais, que devem ter início ainda neste primeiro semestre. A coordenação do Comitê Estadual de Democratização da Comunicação planeja, em seguida a realização do Seminário em março, organizar a conferência regional de comunicação como subsídio para o evento nacional, convocado pelo presidente da República.
O Seminário “Mídia e direitos da Criança” é um passo inicial para que se possa conhecer e debater, de maneira estratégica, as formas e contextos da produção impressa, de televisão, rádio e internet no que diz respeito ao tratamento que a infância e adolescência recebem da mídia em Mato Grosso do Sul.

Prof. Gerson Luiz Martins (UFMS)
e-mail: gmartins@nin.ufms.br

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Aproveito o título do artigo publicado no caderno de Economia do Estadão de hoje de autoria de Walter Isaacson, presidente do Instituto Aspen e ex-editor da Times para somar mais lenha na fogueira da polêmica sobre a crise dos jornais e no jornalismo. Segundo o autor, a saída, a solução para essa crise é o retorno da cobrança para acesso ao produto jornalístico, à notícia. Isaacson defende que as empresas jornalísticas, de mídia devam cobrar pelo conteúdo na internet. A proposta é interessante porque sugere um sistema semelhante ao que a Apple fez no iTunes com relação à música.

Pessoalmente, defendo a liberação da informação e que seja livre, acessível. No entanto, se houver liberação generalizada, como conseguirão trabalhos nossos futuros jornalistas, nossos estudantes de jornalismo. O debate das questões importantes e polêmicas do sociedade, difundidas pelo jornalismo deve ser livre, gratuito. Entretanto, a produção da informação deve ser paga.

A íntegra do artigo pode ser lida em http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090215/not_imp324039,0.php.

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Prof. Dr. José Marques de Melo, cientista do jornalismo brasileiro

Prof. Dr. José Marques de Melo, cientista do jornalismo brasileiro

José Marques de Melo exerce o jornalismo há 50 anos, de forma simultânea ou alternada, nas redações ou na universidade, transitando entre a práxis e a teoria. O lançamento de Vestígios da travessia, livro autobiográfico e antológico, contribui de forma sensível para o resgate e perpetuação da memória do jornalismo brasileiro.

A primeira parte contém a narrativa do percurso entre a comunidade sertaneja e a metrópole paulistana. A segunda parte reúne uma amostra seletiva de textos publicados pelo autor nas diversas etapas da sua vida jornalística, desde os exercícios de aprendiz aos mais recentes escritos da maturidade.
Trata-se de livro útil aos jovens que ingressam na profissão, obra ilustrativa para os docentes que buscam referências textuais capazes de dinamizar suas aulas e narrativa importante para os veteranos jornalistas que podem recordar os tempos vividos. Interessa também aos cidadãos que usufruem cotidianamente a da crítica do jornalismo. O livro será lançado nacionalmente no dia 10 de março de 2009,  na Livraria Saraiva do Shopping Paulista, a partir das 19 horas, durante o Café Intercom, na cidade de São Paulo e poderá ser encontrado nas livrarias de todo o país, inclusive na rede de livrarias universitárias supervisionada pela ABEU – Associação Brasileira de Editoras Universitárias.

Confira alguns trechos do livro:

Meio século de jornalismo radical

“Vejo com apreensão as múltiplas turbulências que o campo do Jornalismo enfrenta nesta passagem de século. Mudanças tecnológicas, sociográficas e geopolíticas atropelam os processos de produção noticiosa, impondo ajustes aos novos tempos. Profissionais, empresários e educadores procuram soluções consensuais para corresponder às novas demandas do mercado e da sociedade. (..)
Perplexos, testemunhamos as tentativas esboçadas por agentes dos poderes executivo, legislativo judiciário, no sentido de minar o edifício que sustenta a liberdade de imprensa. Artifícios ostensivos ou dissimulados começam a despontar em cadeia, resultando em atos que restringem ou inibem o desempenho profissional dos jornalistas. Se não houver uma constante vigilância da sociedade corremos o perigo de retrocesso.
Precisamos evitar que esse sentimento de vazio institucional se transforme em alavanca capaz de acionar um tipo de voluntarismo atroz, conduzindo jornalistas bem intencionados, geralmente movidos por equívoca “missão civilizatória”, a praticar justiça com as próprias mãos, na verdade retrocedendo aos tempos da barbárie.
Vestígios da travessia: da imprensa à internet (São Paulo, Paulus / Maceió, Edufal, 2009),  livro retrospectivo, pretende contribuir para neutralizar desvio de tal magnitude.
Na primeira parte, faço um relato autobiográfico, destacando episódios da trajetória percorrida entre a comunidade sertaneja e a metrópole globalizada. Na segunda parte, selecionei textos publicados nesses 50 anos de intensa travessia jornalística. Eles evidenciam as diferentes fases da minha atividade narrativa, desde os exercícios de aprendiz até as mais recentes expressões da maturidade. “

José Marques de Melo (Autor) – Introdução

Incansável guerreiro da comunicação

“ Eis uma admirável travessia: passo a passo, desde os primeiros passos do menino que deixou a sua aldeia numa barranca do rio Ipanema, no sertão de Alagoas, para buscar o saber nas cidades grandes da beira do mar. E daí, em busca incessante, atravessou o mar, transpôs as portas de universidades da América Latina, dos Estados Unidos e da Europa, fez-se mestre – o professor José Marques de Melo, pesquisador incansável, trabalhador intelectual em tempo integral, autoridade reconhecida no Brasil e no Exterior como um dos mais profundos conhecedores das Ciências da Comunicação.

Os caminhos percorridos por esse incansável guerreiro da Comunicação são múltiplos. Da gestão acadêmica à organização de seminários, encontros, congressos, fundação e direção de publicações especializadas, como boletins, revistas e a publicação de livros, muitos livros. É, provavelmente, o autor com mais títulos publicados sobre estudo de Jornalismo e Comunicação no Brasil .”

Audálio Dantas – Jornalista – Autor do Prefácio

O maior anatomista do jornalismo

“ Em matéria de jornalismo José Marques penetrou todos os seus meandros, revirou-lhe todas as vísceras, tornando-se o maior anatomista do jornalismo brasileiro. No Brasil, ninguém melhor do que ele disseca o jornalismo em sua estrutura técnico-científica, matizando-o com cores bem vivas e atraentes.

Afora um monte de livros que já pôs em circulação, infelizmente pouco divulgados em Alagoas, agora entrega ao leitor Vestígios da travessia, uma obra que se destina a marcar os seus 50 anos de jornalismo. Ainda bem que os alagoanos são compensados mensalmente com a leitura da revista Imprensa, onde José Marques de Melo aparece entre os melhores colunistas. “

Antonio Sapucaia Jurista – autor do Prólogo

O jornalista enveredando pela cultura popular

“ Jornalista do batente nos inícios, pesquisador do jornalismo na seqüência, teórico da comunicação na maturidade, todas as fases da sua caminhada estão descritas no livro que as contêm sem densidade, fluindo como um Ipanema amansado. De muitas ocorrências documentadas presto testemunho pessoal, sobretudo do contido nos artigos opinativos da Página dos Municípios do Jornal de Alagoas, onde assuntos polêmicos eram tratados com a coragem necessária ao enfrentamento das incompreensões, não apenas da Província mas até mesmo de habitantes da aldeia: a maconha de Santana do Ipanema (então um dos principais pólos produtores do Brasil), a questão do Grupo Escolar da Camuxinga (a quase desabar sobre as crianças de um bairro de periferia), a construção das novas igrejas (para barrar o incipiente avanço do protestantismo na comunitas) …
Re/descubro finalmente na leitura deste fascinante livro um novo ponto de convergência a nos unir: o jornalista enveredando pela folkcomunicação, o ecólogo pela folkecologia, ambos mantendo-se fiéis às suas origens e ao seu povo, acesos pela paixão da nossa cultura mais popular, depositários que fomos/somos dos seus frutos, agora na ânsia responsável de reparti-los. Uma diferença, porém, devo novamente realçar: do outro lado do espelho, espreita-me uma imagem muito melhor, a do autor de “Vestígios da Travessia”, ampliada por dimensões de colosso e colorida por ressonâncias magníficas.  “
José Geraldo Wanderley Marques – Biólogo, autor do Preâmbulo

Ícone no mundo universitário comunicacional

“ Quando iniciei a leitura  de Vestígios da Travessia  fiquei  impressionada com  os nominados Vestígios a serem avaliados pelo grupo escolhido para esta conversa de fim de noite-início do novo dia, quando o autor continuará na marcha veloz e  sem retorno iniciada  na infância quando seu pai saiu  definitivamente de Palmeira dos Índios para Santana do Ipanema.
José Marques de Melo se fez conhecido no mundo nacional e internacional midiático como alguém  que participou da cientificização do velho (de duzentos anos) jornalismo brasileiro. Através da criação de cursos universitários  e de pesquisas sobre a imprensa escrita, falada e televisiva, este  palmeirense dublê de santanense é hoje ícone no mundo universitário comunicacional,  participando também  da  quase desconhecida do grande público – Ciência da Comunicação.

Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros – Antropóloga, autora do Posfácio

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