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Posts Tagged ‘Professores de Jornalismo’

O presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, Edson Spenthof divulgou no último dia 14 de janeiro Carta aos Coordenadores de Curso de Jornalismo em que faz convocação para reunião que acontece no dia 17 de abril, no 12º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, em Belo Horizonte. Segundo Spenthof, os coordenadores de curso representam a face mais consistente dos cursos e professores de jornalismo em todo o Brasil. Na reunião será discutida a reformulação das diretrizes dos cursos de Jornalismo, desencadeado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. Destacou ainda Spenthof na carta que a comissão do MEC, coordenada pelo professor Dr. José Marques de Melo, deve trabalhar, nos próximos meses, numa proposta a ser apresentada posteriormente ao Conselho Nacional de Educação, a quem compete aprovar ou não as mudanças nas diretrizes. O presidente do FNPJ relata também as reuniões realizadas com o ministro da Educação e com o presidente da Comissão, em parceria com a SBPJor e Fenaj.

Confira a íntegra da Carta:

Carta aos coordenadores de curso de jornalismo de todo o Brasil

Prezado coordenador:

Queremos, por meio desta, convidá-lo para III Encontro Nacional de Coordenadores de Curso de Jornalismo do FNPJ, em 17 de abril de 2009, das 9h00 às 12h30. O Encontro é uma das atividades centrais do XII Encontro Nacional de Professores de Jornalismo (ENPJ), que se realiza de 17 a 19 de abril de 2009, em Belo Horizonte(MG).

Além de os coordenadores representarem o acesso mais consistente aos cursos e professores de jornalismo em todo o Brasil, e terem sob seu comando efetivo o ensino de jornalismo no País, motivo pelo qual há dois anos realizamos o encontro, este ano temos um forte motivo a mais para estarmos juntos. Vamos abordar o debate sobre a reformulação das diretrizes curriculares dos cursos de jornalismo desencadeado recentemente pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. A comissão do MEC, sob coordenação do prof. José Marques de Melo, deve trabalhar nos próximos meses numa proposta a ser apresentada posteriormente ao Conselho Nacional da Educação (CNE), a quem compete aprovar ou não mudanças dessa ordem.

De nossa parte, já tivemos audiência com o ministro, em outubro passado, com o próprio prof. José Marques, em novembro (ambas junto com a SBPjor e a Fenaj), e já apresentamos a nossa indicação de nomes para compor a comissão, cuja nominata oficial ainda está sendo aguardada. Paralelamente, constituímos uma comissão interna do FNPJ e estamos formando uma comissão tripartite com a Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), parceiras do campo do jornalismo com as quais levamos adiante, entre outras, as discussões em torno da hoje sepultada Reforma Universitária, ou Reforma do Ensino Superior. Esses grupos de trabalho visam entregar o quanto antes as nossas contribuições à Comissão, procurando, obviamente, ouvir o máximo de professores em todo o Brasil sobre as propostas a serem entregues.

Tudo indica que em abril, quando estivermos realizando o nosso encontro anual, essa discussão ainda esteja em pleno andamento na comissão, ainda em tempo de os coordenadores darem a sua importante contribuição, desta vez em debate presencial com os colegas coordenadores, e no transcorrer do Encontro, com professores de todo o Brasil. Mesmo que a comissão do MEC termine o seu trabalho antes, o que é pouco provável, esse debate ainda não terá acabado no CNE, que é o órgão ao qual as entidades podem apresentar, diretamente, as suas contribuições. Além disso, devem ser debatidos em Belo Horizonte os rumos que os cursos tomarão e as possíveis ações a serem empreendidas pelos coordenadores em cada curso, como consequência dessa reformulação curricular. Isso reforça a importância do Encontro e da presença de cada coordenador.

Por fim, além de insistirmos no apelo para que cada coordenador esteja presente na bela Belo Horizonte, em pleno outono mineiro, aproveitamos a oportunidade para lembrar que estão abertas até 28 de fevereiro as inscrições de trabalhos para o VIII Ciclo Nacional de Pesquisa em Ensino de Jornalismo, a já tradicional atividade dos GTs do Encontro de Professores, conforme as normas constantes da Chamada de Trabalhos anexa. Solicitamos, encarecidamente, o apoio de cada coordenador na divulgação dessa Chamada, e de todo o encontro, dentro de seu respectivo curso e onde julgar conveniente.

Atenciosamente,

Edson Luiz Spenthof

Presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ)

presidente@fnpj.org.br edsonspenthof@uol.com.br


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Presidente do FNPJ, Edson Spenthof

Presidente do FNPJ, Edson Spenthof

Por Mirna Tonus

O presidente do FNPJ (Fórum Nacional de Professores de Jornalismo), Edson Spenthof, em ofício ao ministro da Educação Fernando Haddad, indicou, no dia 25 de novembro, os professores Sandra de Fátima Batista de Deus, da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e Alfredo Eurico Vizeu Pereira Júnior, da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) à comissão que apresentará propostas de diretrizes curriculares dos cursos de Jornalismo ao Conselho Nacional de Educação, coordenada pelo professor José Marques de Melo, a quem foi enviada uma cópia do ofício.

A escolha dos nomes se deu pela identificação dos professores com as posições do FNPJ, e também das entidades com as quais mantém parceria no campo do Jornalismo: a SBPJor e a FENAJ, sem, no entanto, haver uma ligação institucional, como explica Spenthof.  “A opção de os nomes serem suprainstitucionais não é nossa. Aceitamos esse critério do MEC como forma de contribuir com o debate, mas não poderíamos indicar nomes distantes das nossas concepções, com os quais não possamos dialogar, pois queremos ser interlocutores neste processo, como dissemos diretamente ao ministro Haddad, a quem adiantamos brevemente algumas das nossas preocupações institucionais”, ressalta.

No ofício, Spenthof justificou a indicação destacando que os professores atendem o perfil apresentado pelo ministro, pois ambos possuem vasto conhecimento e experiência no exercício do jornalismo e na docência, além do necessário acúmulo teórico sobre o assunto. “Após reunião com o professor José Marques de Melo, reunimos a diretoria executiva, que aprovou as indicações”, complementa.

O presidente do FNPJ colocou a entidade à disposição para o diálogo e para o debate de propostas, reforçando que o Fórum se propõe a ser interlocutor da Comissão, do Ministério e do Conselho Nacional da Educação nas discussões que tenham por objetivo o aperfeiçoamento dos cursos de jornalismo, a partir, inclusive, do seu acúmulo histórico de reflexões sobre o assunto.

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logofnpjtranpA diretoria científica do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo publicou nesta quarta-feira, 26 de novembro, a Chamada de Trabalhos (Call for Papers) para o 12º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, que será realizado em Belo Horizonte, entre os dias 17 e 19 de abril de 2009.

O prazo para inscrição dos trabalhos será de 1 de dezembro de 2008 a 31 de janeiro de 2009.

A diretoria do FNPJ fez algumas mudanças na programação do evento para 2008. Os tradicionais Grupos de Trabalho (GTs) tiveram sua denominação alterada para Grupos de Pesquisa (GPs) e fazem parte do VIII Ciclo Nacional de Pesquisa em Ensino de Jornalismo. As alterações são decorrentes do crescimento do Encontro Nacional de Professores de Jornalismo que, a partir de 2009, será composto por vários eventos, como o Pré-Fórum da Fenaj, o Colóquio Andi, o Encontro Nacional de Coordenadores de Curso de Jornalismo e o encontro de professores caracterizado pela programação dos painéis e pela Assembléia Geral do FNPJ.

Segundo do diretor Científico do FNPJ, professor Dr. Leonel Aguiar da PUC do Rio de Janeiro, os trabalhos podem ser apresentados em um dos seguintes grupos de pesquisa: atividades de extensão; ensino de ética e de teorias do jornalismo; pesquisa na graduação; produção laboratorial/eletrônicos; produção laboratorial/impressos; projetos pedagógicos e metodologias de ensino. Informações sobre as modalidades – comunicação científica, relato e pôster – e formatação dos trabalhos podem ser encontradas no sítio web www.fnpj.org.br. As inscrições para o VIII Ciclo, uma das atividades centrais do Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, são feitas exclusivamente na página web do FNPJ.

Confira a relação dos Grupos de Pesquisa do FNPJ e os respectivos coordenadores.

Atividades de Extensão
Coordenadora: Profa. Dra. Sandra de Deus
sandra.deus@ufrgs.br

Ensino de Ética e de Teorias do Jornalismo
Coordenador: prof. Dr. Sérgio Luiz Gadini
sergiogadini@yahoo.com.br

Pesquisa na Graduação
Coordenador: prof. Dr. Gerson Luiz Martins
relacoes.institucionais@fnpj.org.br

Produção Laboratorial – Eletrônicos
Coordenador: prof. Dr. Juliano Carvalho
vice-presidente@fnpj.org.br

Produção Laboratorial – Impressos
Coordenador: Prof. Dr. Josenildo Luiz Guerra
jguerra@ufs.br

Projetos Pedagógicos e Metodologias de Ensino
Coordenador: Prof. Dr. Leonel Aguiar
cientifico@fnpj.org.br

Mais informações no sítio web do FNPJ, no endereço: www.fnpj.org.br.

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Prof. Dr. José Marques de Melo, presidente da Comissão de Jornalismo do MEC

Prof. Dr. José Marques de Melo, presidente da Comissão de Jornalismo do MEC

Do Boletim da Fenaj

A FENAJ protocolou nesta terça-feira (25/11), no Ministério da Educação, sua indicação para a Comissão que vai elaborar novas diretrizes curriculares dos cursos de Jornalismo. O Fórum Nacional de Professores de Jornalismo também definiu seus nomes e a Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo deve fazê-lo ainda nesta semana. No dia 20 de novembro, representantes das três entidades se reuniram com o professor José Marques de Melo, indicado pelo MEC para presidir a Comissão.

Proposta pelo ministro Fernando Haddad em audiência com as três entidades, no dia 23 de outubro, a Comissão tem por objetivo revisar as diretrizes curriculares dos cursos de Jornalismo para qualificar a formação profissional e formular propostas a serem apresentadas ao Conselho Nacional de Educação. As indicações da FENAJ, FNPJ e SBPJor são sugestões que o presidente da Comissão poderá acatar ou não.

A FENAJ indicou o jornalista e professor Eduardo Meditsch, da UFSC (mestre em Ciências da Comunicação pela USP e doutor na mesma área pela Universidade Nova de Lisboa). O FNPJ indicou os jornalistas e professores Sandra de Deus, da UFRGS (mestre em Extensão Rural pela UFSM e doutora em Comunicação pela UFRGS) e Alfredo Vizeu, da UFPE (mestre em Comunicação pela PUC-RS e doutor em Comunicação pela UFRJ). E a SBPJor fará sua indicação até o final desta semana.

Diretrizes
Na quinta-feira passada (20/11), os presidentes do FNPJ, Edson Spenthof, e da SBPJor, Carlos Franciscato, mais a Diretora de Educação da FENAJ, Valci Zuculoto e o Diretor de Relações Institucionais do FNPJ, Gerson Luiz Martins, reuniram-se em São Paulo com o professor José Marques de Melo, indicado pelo MEC para presidir a Comissão de atualização das Diretrizes Curriculares para o Jornalismo. Os três buscaram esclarecimentos sobre como Marques de Melo pretende compor a Comissão e qual será sua metodologia de trabalho. Ele disse que não quer notáveis, mas sim integrantes com legitimidade dos diversos segmentos do campo do Jornalismo, inclusive do empresariado.

Quanto à forma de trabalhar, disse que por meio da Comissão buscará mobilizar e ouvir as sugestões e propostas de todos os segmentos para depois sistematizá-las e encaminhá-las ao MEC e ao Conselho Nacional de Educação.

A diretora da FENAJ alertou para que não se perca o acúmulo do campo, em especial o da Proposta de Diretrizes do Seminário de Campinas, de 1999. Marques de Melo concordou e assegurou que este será um dos pontos de partida para a atualização. A FENAJ, que foi uma das promotoras, junto com o FNPJ, Intercom e Curso de Jornalismo da PUC/Campinas, vai encaminhar o documento formalmente para o presidente da Comissão, assim como o Programa Nacional de Estímulo à Qualidade do Ensino. Da FENAJ, Marques de Melo também recebeu como subsídio o livro “Formação Superior em Jornalismo – uma exigência que interessa à sociedade”. Pelas três entidades, o professor ainda foi alertado quanto ao retrocesso que representará a volta do ciclo básico. Marques de Melo, neste ponto, igualmente concordou que deve ser evitado.

Balanço positivo
O resultado do encontro com o presidente da Comissão, para os diretores da Fenaj, Valci Zuculoto e do FNPJ, Gerson Luiz Martins foi considerado produtivo. ”Precisamos, todos os segmentos e entidades do campo do Jornalismo, lutar para que as novas diretrizes efetivamente preparem profissionais com competência e consistência técnica, teórica e ética”, destacou Zuculoto.

Para o presidente do FNPJ, Edson Spenthof, a preocupação de Marques de Melo em mediar as propostas dos diversos segmentos envolvidos no debate das diretrizes curriculares é positiva. “Neste primeiro contato houve avanços em várias questões, mas em outras é preciso aprofundar o debate”, disse, ao destacar a necessidade de valorizar as discussões acumuladas nas três entidades até o momento.

O presidente da SBPJor, Carlos Franciscato, considerou importante a consciência que o presidente da Comissão demonstrou da responsabilidade que lhe cabe neste processo: “ele [Marques de Melo] se mostrou sensível ao diálogo e acredito que teremos uma Comissão bastante qualificada para o debate”.

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Prof. Dr. José Marques de Melo, presidente da Comissão do MEC para jornalismo

Prof. Dr. José Marques de Melo, presidente da Comissão do MEC para jornalismo

Do portal do MEC

O professor José Marques de Melo, fundador da Escola de Comunicação e Artes (ECA/USP), aceitou a indicação do ministro da Educação, Fernando Haddad, para presidir a comissão que vai estabelecer as novas normas e diretrizes curriculares dos cursos de jornalismo.

A exemplo do que ocorreu em medicina com o professor Adib Jatene, o ministro Fernando Haddad deu total autonomia para o professor Marques de Melo constituir a comissão. Ele terá duas semanas para indicar os demais nomes. A comissão terá 90 dias para apresentar parecer que será encaminhado ao Conselho Nacional de Educação (CNE).

José Marques de Melo é fundador da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e presidente da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom). Ele é autor de vários livros, entre os quais História do pensamento comunicacional, História social da imprensa, Jornalismo brasileiro e A esfinge midiática.

Este ano organizou duas publicações de assuntos atuais, com artigos de diferentes autores: Caleidoscópio chinês – comunicação, educação e turismo na Nova China e O campo da comunicação no Brasil.

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Prof. Dr. Samuel Pantoja, coordenador do Encontro

Prof. Dr. Samuel Pantoja, coordenador do Encontro

A diretoria do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) divulgou nesta segunda-feira, 20 de outubro, a Carta de Joinville. O documento é resultado dos debates promovidos pelo 4º Encontro de Professores de Jornalismo do Paraná e 2º Encontro de Professores de Jornalismo de Santa Catarina, realizado no IELUSC, em Joinville (SC), nos dias 17 e 18 de outubro.

Na carta, os professores de jornalismo dos dois estados ratificam a importância do diploma para o exercício profissional do jornalismo e destacam a necessidade da pesquisa e da extensão, aliados ao ensino, como elementos que promovem a qualificação do jornalismo.

Confira o texto completo da Carta:

Carta de Joinville

Os professores, estudantes e profissionais presentes no IV Encontro Paranaense de Professores de Jornalismo e II Encontro de Professores de Jornalismo de Santa Catarina, eventos realizados, simultaneamente, na cidade de Joinville/SC, nos dias 17 e 18 de outubro de 2008, manifestam-se favoráveis ao compromisso em defesa de uma formação profissional de qualidade pautada pelas demandas sociais relacionadas à mídia e, dessa forma, ratificam a necessidade de manter e aprofundar a regulamentação para o exercício do jornalismo com base na formação universitária de graduação.

Os participantes entendem que o fortalecimento do campo jornalístico reside, também, na capacidade de organização dos profissionais da notícia e do ensino na área, seja por meio de manifestações, debates, cobranças junto às instâncias de administração pública (tribunais, legislativo e/ou setores do executivo), ou mesmo envolvendo estudantes, pesquisadores e docentes numa luta que é entendida como de toda a sociedade brasileira. Tais ações devem reforçar as mobilizações em curso protagonizadas pelos Sindicatos e pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), em parceria com o Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) e a Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), dentre outras entidades.

Em tempos de convergência tecnológica, os presentes avaliam que o jornalismo é, sem dúvida, uma forma social de produção do conhecimento que, ao mesmo tempo em que mantém suas especificidades conceituais e técnicas, preserva uma perspectiva multidisciplinar capaz de possibilitar aos seus usuários/interlocutores o exercício da condição de cidadania em meios às complexas relações que marcam as sociedades contemporâneas. Cabe, pois, aos docentes, profissionais, estudantes e pesquisadores da área buscar formas de aprofundar o debate, forjando referências teóricas e metodológicas próprias e consistentes capazes de ampliar as perspectivas de reflexão e produção do conhecimento jornalístico em sintonia com as demandas da sociedade civil.

Na mesma perspectiva, os participantes dos Encontros defendem que a crescente profissionalização do setor deve se desenvolver em sintonia com a melhoria das condições de ensino, compatíveis com a digna função exercida pelos docentes. É, portanto, tarefa das Instituições de Ensino Superior que mantêm cursos de Jornalismo dispor de condições estruturais adequadas capazes de habilitar os estudantes (futuros profissionais) a interagir com os mais diversos setores sociais, em especial com os grupos historicamente excluídos dos bens e serviços de interesse público.

Diante do exposto, os participantes firmam um compromisso coletivo em defesa da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, aprovando a realização de atividades – envolvendo estudantes, profissionais e docentes da área – para levar o debate à sociedade civil, como forma de legitimar a produção de uma informação de qualidade e efetivamente preocupada com as lutas e os problemas sociais, as demandas da informação e a ampla defesa da condição de cidadania. Afinal, a defesa da Regulamentação Profissional do Jornalismo é a defesa da própria democracia e, portanto, uma luta de todos.

Joinville, Primavera de 2008.

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Nota divulgada nesta segunda-feira pela diretoria da Fenaj faz homenagem aos professores de Jornalismo e destaca a importância do engajamento dos mestres no processo pela obrigatoriedade do diploma de jornalista. Destaca ainda a nota a realização dos Encontros Estaduais e Regionais dos professores, como os ocorridos no último final de semana em São Paulo, Paraná/Santa Catarina e Brasília.

Confira a íntegra da Nota da Fenaj:

Aos Mestres, com carinho

No mês em que se comemora o Dia do Professor e em que os professores de Jornalismo brasileiros se reúnem nos seus encontros estaduais ou regionais, a FENAJ saúda a todos. Também saudamos a sua entidade nacional, o FNPJ, e os Cursos e colegas que, coordenados pelo Fórum, vêm empenhando-se na organização destes eventos de extrema importância para a reflexão, formulação e qualificação da formação dos jornalistas, o que, por conseqüência, reflete-se na melhoria do Jornalismo oferecido diariamente à sociedade brasileira.

A importância do Jornalismo na construção social da realidade nacional indica tarefas históricas a todos nós do campo jornalístico – profissionais, professores e pesquisadores. Uma das mais essenciais destas tarefas está sob a responsabilidade dos professores: a de formar com qualidade, ética, competência técnica e teórica para uma profissão com um papel tão importante e fundamental à sociedade.

Somos e formamos profissionais de produção da cultura nacional e não apenas integrantes de linhas de montagem de produtos informativos sujeitos à lógica mercantil. Isso nos tem demandado empenho, individual e coletivo, por um Jornalismo que crie conhecimento e consciência crítica da realidade.

Diante do compromisso com o conjunto da sociedade e conscientes do papel que cabe aos jornalistas, tanto na esfera de sua atuação profissional, quanto na busca da humanização das relações sociais, a FENAJ e seus 31 Sindicatos têm atuado decisivamente junto à comunidade acadêmica, propondo ou encampando iniciativas para a melhoria da qualidade do ensino de Jornalismo, sempre alinhando-se especialmente com o FNPJ – Fórum Nacional de Professores de Jornalismo e a SBPJor – Sociedade Brasileira de Pesquisadores de Jornalismo. Somos, por exemplo, a única categoria que teve a ousadia de propor um programa permanente de qualidade do ensino e de discutí-lo democraticamente com a comunidade acadêmica e com o empresariado.

Este Programa Nacional de Estímulo à Qualidade do Ensino de Jornalismo hoje já é um patrimônio de todo o nosso campo. Já conta mais de 10 anos de existência e vem sendo atualizado através de Seminários nacionais, com a participação de todos os segmentos do Jornalismo, e tem balizado a constituição e avaliação do ensino em muitas escolas do país.

Ao mesmo tempo, por atribuir este papel central à formação como meio de garantir uma informação plural, democrática e produzida com ética e qualidade, temos lutado para manter um dos principais pilares da nossa regulamentação profissional: a obrigatoriedade do diploma universitário específico em Jornalismo para o exercício profissional. Ou seja, queremos garantir não apenas uma conquista corporativa, mas uma necessidade de toda a sociedade brasileira. Porque somos e formamos profissionais que têm responsabilidades públicas na formação da consciência coletiva.

Agradecemos aos nossos colegas professores e a sua entidade FNPJ pela participação ativa nesta e em todas as lutas que são mais específicas do ambiente profissional. Com certeza, sem o apoio e envolvimento de vocês, estas batalhas seriam muito mais difíceis de enfrentar. Também reafirmamos, mais uma vez, o compromisso de continuar, com  o mesmo empenho, envolvidos e atuantes igualmente nas lutas mais referentes ao segmento dos professores e pesquisadores.

E para que nosso trabalho coletivo e interligado avance, convidamos a todos os professores:
– a intensificarem a participação na Campanha Nacional em Defesa da Formação e da obrigatoriedade do Diploma;
– a promoverem lançamentos, discutirem e divulgarem o segundo livro “Formação Superior em Jornalismo: uma exigência que interessa à sociedade”;
– a conhecerem mais profundamente e participarem das ações e programas da FENAJ e Sindicatos voltados à valorização e qualificação da formação e do próprio Jornalismo. Entre estes, além do Programa Nacional de Estímulo à Qualidade do Ensino, citamos a Escola do Jornalista ( Programa de Atualização Profissional da FENAJ), a Cátedra FENAJ de Jornalismo para a Cidadania, a Proposta de Diretrizes Curriculares ( elaborada em conjunto com FNPJ e outras entidades do campo em Campinas, SP, e que agora deve ser atualizada) e a nossa proposta de um Programa Nacional de Estágio Acadêrmico.

Para tanto, a FENAJ se coloca à disposição de vocês através do seu Departamento de Educação (diretores Alexandre Campello, Marjorie Moura e Valci Zuculoto), na nossa página www.fenaj.org.br , e-mail fenaj@fenaj.org.br e fone (61) 32440650.

Diretoria da FENAJ

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