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Archive for the ‘telejornalismo’ Category


Os jornais e emissoras de TV do Rio Grande do Norte deram destaque, nesta semana, sobre a ação das marés no litoral potiguar. Nos últimos meses, o movimento das marés provocou a destruição de inúmeros imóveis construídos nas praias do estado.

Os telejornais e matérias dos jornais impressos atribuíram a situação ao desequilíbrio dos fatos naturais por causa do aquecimento global. Segundo a mídia do potiguar, o nível dos oceanos aumentou em torno de 10 cm, conforme reportagem veiculada pela Inter TV Cabugi. Que o nível dos oceanos aumentou em conseqüência da ação do homem sobre a natureza, não há dúvidas. No caso da destruição dos imóveis no litoral do Rio Grande do Norte e de outros estados do Brasil, como na cidade de Itapoá em Santa Catarina, muito se deve a ganância do homem, como diz o ditado “quem pode mais, chora menos”, em construir sobre a praia. Boa parte das praias do Rio Grande do Norte e de outros estados foram invadidas pelos “donos do mar”, em ação de privatização da área pública do litoral. As matérias da mídia potiguar não mostra que foi a ação do homem, ao invadir as praias, que provocou essa destruição.

legislação federal que determina distância mínima para construções no litoral, é a chamada “área de marinha”. Para a maioria dos proprietários de imóveis do litoral, essa lei não existe e o poder público não tem competência para fiscalizar. Se o governo não regulamente as construções nas praias brasileiras, a natureza se encarrega disso.

O ciclo das marés simplesmente cobra sua área de volta. A natureza é implacável e agora quer a devolução das áreas invadidas pelo homem.

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Nota sobre as fotos:
As duas fotos são do mesmo imóvel na praia de Camurupim (RN), a primeira é recente – outubro de 2007. A segunda é de novembro de 2006. Pelas imagens se pode avaliar bem o trabalho da natureza, do ciclo das marés!

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No telejornal RN TV 1ª edição de hoje a Inter TV Cabugi mostrou claramente a parcialidade do noticiário para atender os interesses da emissora e não o interesse social.
O telejornal começou com uma nota seca, ou seja, com apresentação apenas do âncora, sem qualquer imagem, sobre a greve dos funcionários dos Correios. A greve que prejudica centenas de pessoas, que não recebem suas correspondências, suas contas e uma infinidade de documentos mereceu apenas algumas linhas do jornal, enquanto – a matéria seguinte – o “ação global” teve mais de 3 minutos de “reportagem”(isso não é bem reportagem, é mais uma publicidade da emissora e da Globo), com imagens, entrevistas e tudo o que pede uma matéria de telejornal decentemente.

Com exceção de uma matéria sobre o banco de sangue e sobre uma ação de voluntários em Candelária (bairro de Natal), a edição de 20 de setembro foi de matérias frias e sem qualquer relevância. Para a emissora a principal matéria e a que teve mais tempo no ar foi, sem dúvida, a “ação global”.

Fatos como esse, demonstram claramente a parcialidade e os interesses empresariais sobre o “espírito do jornalismo”, como isenção, interesse social, responsabilidade, credibilidade.

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