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Prof. Dr. José Marques de Melo, cientista do jornalismo brasileiro

Prof. Dr. José Marques de Melo, cientista do jornalismo brasileiro

José Marques de Melo exerce o jornalismo há 50 anos, de forma simultânea ou alternada, nas redações ou na universidade, transitando entre a práxis e a teoria. O lançamento de Vestígios da travessia, livro autobiográfico e antológico, contribui de forma sensível para o resgate e perpetuação da memória do jornalismo brasileiro.

A primeira parte contém a narrativa do percurso entre a comunidade sertaneja e a metrópole paulistana. A segunda parte reúne uma amostra seletiva de textos publicados pelo autor nas diversas etapas da sua vida jornalística, desde os exercícios de aprendiz aos mais recentes escritos da maturidade.
Trata-se de livro útil aos jovens que ingressam na profissão, obra ilustrativa para os docentes que buscam referências textuais capazes de dinamizar suas aulas e narrativa importante para os veteranos jornalistas que podem recordar os tempos vividos. Interessa também aos cidadãos que usufruem cotidianamente a da crítica do jornalismo. O livro será lançado nacionalmente no dia 10 de março de 2009,  na Livraria Saraiva do Shopping Paulista, a partir das 19 horas, durante o Café Intercom, na cidade de São Paulo e poderá ser encontrado nas livrarias de todo o país, inclusive na rede de livrarias universitárias supervisionada pela ABEU – Associação Brasileira de Editoras Universitárias.

Confira alguns trechos do livro:

Meio século de jornalismo radical

“Vejo com apreensão as múltiplas turbulências que o campo do Jornalismo enfrenta nesta passagem de século. Mudanças tecnológicas, sociográficas e geopolíticas atropelam os processos de produção noticiosa, impondo ajustes aos novos tempos. Profissionais, empresários e educadores procuram soluções consensuais para corresponder às novas demandas do mercado e da sociedade. (..)
Perplexos, testemunhamos as tentativas esboçadas por agentes dos poderes executivo, legislativo judiciário, no sentido de minar o edifício que sustenta a liberdade de imprensa. Artifícios ostensivos ou dissimulados começam a despontar em cadeia, resultando em atos que restringem ou inibem o desempenho profissional dos jornalistas. Se não houver uma constante vigilância da sociedade corremos o perigo de retrocesso.
Precisamos evitar que esse sentimento de vazio institucional se transforme em alavanca capaz de acionar um tipo de voluntarismo atroz, conduzindo jornalistas bem intencionados, geralmente movidos por equívoca “missão civilizatória”, a praticar justiça com as próprias mãos, na verdade retrocedendo aos tempos da barbárie.
Vestígios da travessia: da imprensa à internet (São Paulo, Paulus / Maceió, Edufal, 2009),  livro retrospectivo, pretende contribuir para neutralizar desvio de tal magnitude.
Na primeira parte, faço um relato autobiográfico, destacando episódios da trajetória percorrida entre a comunidade sertaneja e a metrópole globalizada. Na segunda parte, selecionei textos publicados nesses 50 anos de intensa travessia jornalística. Eles evidenciam as diferentes fases da minha atividade narrativa, desde os exercícios de aprendiz até as mais recentes expressões da maturidade. “

José Marques de Melo (Autor) – Introdução

Incansável guerreiro da comunicação

“ Eis uma admirável travessia: passo a passo, desde os primeiros passos do menino que deixou a sua aldeia numa barranca do rio Ipanema, no sertão de Alagoas, para buscar o saber nas cidades grandes da beira do mar. E daí, em busca incessante, atravessou o mar, transpôs as portas de universidades da América Latina, dos Estados Unidos e da Europa, fez-se mestre – o professor José Marques de Melo, pesquisador incansável, trabalhador intelectual em tempo integral, autoridade reconhecida no Brasil e no Exterior como um dos mais profundos conhecedores das Ciências da Comunicação.

Os caminhos percorridos por esse incansável guerreiro da Comunicação são múltiplos. Da gestão acadêmica à organização de seminários, encontros, congressos, fundação e direção de publicações especializadas, como boletins, revistas e a publicação de livros, muitos livros. É, provavelmente, o autor com mais títulos publicados sobre estudo de Jornalismo e Comunicação no Brasil .”

Audálio Dantas – Jornalista – Autor do Prefácio

O maior anatomista do jornalismo

“ Em matéria de jornalismo José Marques penetrou todos os seus meandros, revirou-lhe todas as vísceras, tornando-se o maior anatomista do jornalismo brasileiro. No Brasil, ninguém melhor do que ele disseca o jornalismo em sua estrutura técnico-científica, matizando-o com cores bem vivas e atraentes.

Afora um monte de livros que já pôs em circulação, infelizmente pouco divulgados em Alagoas, agora entrega ao leitor Vestígios da travessia, uma obra que se destina a marcar os seus 50 anos de jornalismo. Ainda bem que os alagoanos são compensados mensalmente com a leitura da revista Imprensa, onde José Marques de Melo aparece entre os melhores colunistas. “

Antonio Sapucaia Jurista – autor do Prólogo

O jornalista enveredando pela cultura popular

“ Jornalista do batente nos inícios, pesquisador do jornalismo na seqüência, teórico da comunicação na maturidade, todas as fases da sua caminhada estão descritas no livro que as contêm sem densidade, fluindo como um Ipanema amansado. De muitas ocorrências documentadas presto testemunho pessoal, sobretudo do contido nos artigos opinativos da Página dos Municípios do Jornal de Alagoas, onde assuntos polêmicos eram tratados com a coragem necessária ao enfrentamento das incompreensões, não apenas da Província mas até mesmo de habitantes da aldeia: a maconha de Santana do Ipanema (então um dos principais pólos produtores do Brasil), a questão do Grupo Escolar da Camuxinga (a quase desabar sobre as crianças de um bairro de periferia), a construção das novas igrejas (para barrar o incipiente avanço do protestantismo na comunitas) …
Re/descubro finalmente na leitura deste fascinante livro um novo ponto de convergência a nos unir: o jornalista enveredando pela folkcomunicação, o ecólogo pela folkecologia, ambos mantendo-se fiéis às suas origens e ao seu povo, acesos pela paixão da nossa cultura mais popular, depositários que fomos/somos dos seus frutos, agora na ânsia responsável de reparti-los. Uma diferença, porém, devo novamente realçar: do outro lado do espelho, espreita-me uma imagem muito melhor, a do autor de “Vestígios da Travessia”, ampliada por dimensões de colosso e colorida por ressonâncias magníficas.  “
José Geraldo Wanderley Marques – Biólogo, autor do Preâmbulo

Ícone no mundo universitário comunicacional

“ Quando iniciei a leitura  de Vestígios da Travessia  fiquei  impressionada com  os nominados Vestígios a serem avaliados pelo grupo escolhido para esta conversa de fim de noite-início do novo dia, quando o autor continuará na marcha veloz e  sem retorno iniciada  na infância quando seu pai saiu  definitivamente de Palmeira dos Índios para Santana do Ipanema.
José Marques de Melo se fez conhecido no mundo nacional e internacional midiático como alguém  que participou da cientificização do velho (de duzentos anos) jornalismo brasileiro. Através da criação de cursos universitários  e de pesquisas sobre a imprensa escrita, falada e televisiva, este  palmeirense dublê de santanense é hoje ícone no mundo universitário comunicacional,  participando também  da  quase desconhecida do grande público – Ciência da Comunicação.

Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros – Antropóloga, autora do Posfácio

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Fundadores da SOCICOM, em Natal, setembro de 2008

Fundadores da SOCICOM, em Natal, setembro de 2008

Por José Marques de Melo

Instalado oficialmente no dia 1 de dezembro de 2008, na cidade de São Paulo, o Conselho Deliberativo da Federação Brasileira de Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação – SOCICOM – aprovou o Plano de Metas da entidade para o biênio 2008/2010, priorizando ações que focalizam a presença da academia no espaço público, mas destacando a difusão da produção científica brasileira no âmbito mundial das ciências da comunicação.

A SOCICOM foi fundada em Natal (RN), no dia 2 de setembro passado, sendo constituída por 12 associações nacionais do campo comunicacional,  incluindo as entidades representativas das áreas disciplinares (Jornalismo, Relações Públicas e Cinema), bem como os espaços interdisciplinares (história da mídia, cibercultura, folkcomunicação, economia política da comunicação).

A liderança da federação foi confiada aos representantes das duas maiores e mais antigas associações da área  – o presidente José Marques de Melo (INTERCOM) e a vice-presidente, Ana Silvia Médola (COMPÓS). Os demais cargos da diretoria estão ocupados por representantes de entidades mais recentes – a diretora de relações internacionais – Margarida Kunsch é presidente da ABRAPCORP; o diretor de relações internacionais – Elias Gonçalves Machado – é ex-presidente da SBPJOR e a diretora Anita Simmis é presidente da ULEPICC – Brasil.

No ato da sua instalação, o Conselho Deliberativo da SOCICOM elegeu o fundador da ULEPICC, César Bolaño, como seu presidente para o biênio 2008/2010, que por sua vez convidou Betânia Maciel, presidente da FOLKCOM, para ocupar a função de Secretária da primeira reunião ordinária.

Espaço público

Dentre as ações substantivas da nova federação, duas metas foram destacadas no plano nacional: 1) diálogo com representantes do Estado –  MCT, MECCNPq, CAPES, Ministério das Comunicações, ANATEL – e da Sociedade Civil – Academia Brasileira de Ciências, SBPC, ANJ, ABERT, Fórum Nacional para Democratização da Comunicação, etc.;  2)  Acompanhamento de assuntos relacionados com a área de Comunicação, ao longo dos próximos dois anos, através das audiências públicas na Câmara, no Senado e nos Ministérios. No âmbito internacional, a focalização orienta-se para atingir três alvos: 1) Interlocução mais intensa com a comunidade internacional da área, 2) Fortalecimento da Comunidade Ibero-Americana de Ciências da Comunicação,  3) Disseminação do Pensamento Comunicacional Brasileiro no exterior. O primeiro passo para alcançar objetivos dessa natureza é a realização, no Brasil, em 2010, do I Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana – ORBIAMERICOM.

Associações constituintes

A fundação da SOCICOM teve a participação de doze associações nacionais, devidamente instituídas:  Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – Intercom; Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação – Compós; Associação Brasileira de Pesquisadores em Comunicação Organizacional e Relações Públicas –  Abrapcorp; do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo – FNPJ ; Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo – SBPJor ; União Latina de Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura – Seção Brasileira – Ulepicc-Brasil; Associação Brasileira de Ciberecultura – ABCiber;  Associação Brasileira de Pesquisa em História da Mídia – Alcar; Associação Brasileira de Pesquisa em Folkcomunicação –  Folkcom;  Associação Brasileira de Jornalismo Científico – ABJC; Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual – Socine; e Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual – Forcine.

A federação edita periodicamente o Jornal da SOCICOM e tem sede na cidade de São Paulo, Av. Brigadeiro Luis Antonio, 2050 – conj. 36/38, no bairro da Bela Vista, região central da Cidade de São Paulo (junto à Estação Brigadeiro do Metrô e próximo à Avenida Paulista). Email: socicom@intercom.org.br

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Cartaz do 33º Congresso Nacional dos Jornalistas

Cartaz do 33º Congresso Nacional dos Jornalistas

Começa hoje, 20 de agosto, em São Paulo, o 33º Congresso Nacional dos Jornalistas promovido pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e organizado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo (SJSP). O evento termina no dia 24 e tem como tema “O Jornalismo, o mundo do trabalho e a liberdade de imprensa”.

O 33º Congresso dos Jornalistas será realizado num momento importante para a profissão, o STF está na iminência de votar o processo que determina a obrigatoriedade do diploma de curso universitário para o exercício profissional em Jornalismo. A Fenaj, Sindicatos e cursos de Jornalismo de todo país, como o apoio do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), da Associação Brasileira dos Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), estão mobilizados em campanha para mostrar a importância da formação universitária para a atividade jornalística. Para isso, foram realizados vários eventos em todo o país para conscientizar a população dos valores do jornalismo e, portanto, da necessidade que o profissional seja qualificado nos cursos de jornalismo das universidades brasileiras.

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O vice-presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), professor Dr. Juliano Carvalho fez a conferência de abertura do 2º Encontro de Professores de Jornalismo de Mato Grosso do Sul, realizado na Unigran em Dourados (MS).

O tema do evento, “Ensino de Jornalismo e a crise no mercado regional”, foi a base de reflexão do professor Juliano Carvalho no evento que aconteceu no dia 4 de junho, como parte da programação do Intercom regional Centro-Oeste 2008.

Segundo os professores da Unigran e estudantes presentes, a palestra foi considerada de alto nível, em que o conferencista abordou temas de muita importância para o ensino de jornalismo. A coordenadora local do 2º Encontro de Professores de Jornalismo de Mato Grosso do Sul, professora Maria Alice Otre, destacou a conferência como excepcional, brilhante. Ressalvou que o professor Juliano Carvalho “fui muito competente, teve um brilhantismo na exposição do tema, o que surpreendeu a todos os presentes”. A professora Maria Alice destacou ainda que “a conferência foi de tal excelência que valeu por todo esforço para realizar o evento”. E enfatizou que “foi realmente lamentável que muitos professores de jornalismo do estado não puderam estar presentes, pois perderam uma excelente oportunidade de ouvir a fala do professor Juliano Carvalho”.

Participaram da solenidade de abertura do 2º Encontro de Professores de Jornalismo de Mato Grosso do Sul a pró-reitora de Ensino e Extensão da Unigran, professora Terezinha Bazé de Lima, o vice-presidente do FNPJ, Juliano Carvalho; o coordenador dos cursos da área de comunicação da Unigran, Bruno Barreto e o Diretor de Relações Institucionacionais do FNPJ, Gerson Luiz Martins.

Após a conferência, o vice-presidente do FNPJ e o diretor de Relações Institucionais, Gerson Luiz Martins, foram recebidos pela reitora da Unigran, professora Dra. Rosa Maria D’ Amato De Déa.

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O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso do Sul, a seccional da OAB no estado e o Conselho Regional de Psicologia realizaram, na manhã desta terça-feira, 20 de maio, a primeira reunião para criação do Comitê Regional de Democratização da Comunicação de Mato Grosso do Sul.

A reunião foi realizada na auditório da OAB-MS e teve a participação do presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul, Clayton Sales; do presidente do Conselho Regional de Psicologia, Marco Aurélio Portocarreiro; do advogado Lairson Palermo, membro da Comissão de Defesa da República e da Democracia da OAB-MS; do coordenador do Curso de Jornalismo da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Jacir Zanatta; da coordenadora do Curso de Jornalismo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Daniela Ota; do secretário-geral do Sindjor-MS, Alexandre Maciel; da vice-presidente do CRP-14 MS/MT, Marisa Batista; do Diretor de Relações Institucionais do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), Gerson Luiz Martins; da jornalista Ivanise Soares, da ONG Girassolidário, entre outros jornalistas interessados na temática.

A reunião ainda definiu os procedimentos para a constituição do Comitê Estadual pela Democratização da Comunicação e os temas para debate, conforme o que estabelece o documento do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC). A próxima reunião do Comitê ficou agendada para o dia 2 de junho, no auditório do CRP14 MS/MT.

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O XI Encontro Nacional de Professores de Jornalismo foi oportunidade de encontro também de alguns professores de jornalismo que participaram da fundação do FNPJ, no Seminário realizado em Campinas, em abril de 1994.

Estiveram em São Paulo, no XI ENPJ, os professores Paulo Roberto Botão, Carmen Pereira, Joaquim Lannes, Ivete Cardoso, Aline Grego, Marcel Cheida e Gerson Luiz Martins. Este grupo participou do Seminário de Atualização para Professores de Jornalismo, promovido pelo Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo – LABJOR e coordenado pelo professor José Marques de Melo e pelo jornalista Alberto Dines. Os professores que participaram desse Seminário foram desafiados pelo professor José Marques de Melo a se organizarem em prol dos problemas comuns do ensino de jornalismo.

Dessa forma, o professor Marques de Melo é, mais uma vez, o responsável principal pela organização dos professores de jornalismo, hoje concretizado no Fórum Nacional de Professores de Jornalismo que, em 2008, realizou seu 11º Encontro Nacional.

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A Assembléia Geral do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo aprovou, no último dia 21 de abril, na Universidade Mackenzie, Belo Horizonte como local em que será realizado o 12º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo (12º ENPJ).

A proposta foi apresentada pela professora Sandra Freitas da PUC de Minas Gerais com apoio da Prefeitura de Belo Horizonte, Governo de Minas Gerais, da direção da Faculdade de Comunicação da PUC e da reitoria da instituição.

O evento está previsto para os dias 30 de abril, 1 e 2 de maio de 2009. A diretoria do FNPJ deverá propor, nos próximos dias, o tema do Encontro.

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Os professores de jornalismo reunidos em Assembléia Geral do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), no dia 21 de abril, aprovaram proposta para regulamentar o estágio dos estudantes. Segundo o presidente do FNPJ, Edson Spenthof, eleito nessa Assembléia, “após 30 anos de polêmica, os professores têm uma proposta nacional sobre o assunto”, destacou ainda a importância de uma proposta advindo dos professores.

Spenthof destacou ainda pontos importantes da proposta em que a maioria dos associados presentes votou e decidiu por permitir a carga horária de estágio de 30 horas semanais, a realização do estágio a partir do momento julgado apropriado por cada curso de jornalismo, levando em consideração a sua estrutura curricular, o seu projeto pedagógico e as condições de supervisão, e deixar expresso que o estágio também será supervisionado nas organizações não-governamentais.

A proposta dos professores, denominada “proposta do FNPJ”, será encaminhada para debate com os profissionais jornalistas no Congresso Nacional dos Jornalistas que acontece em agosto, em São Paulo. Segundo Spenthof, “pretende-se tirar uma proposta única, entre profissionais e professores, entre Fenaj e FNPJ para regulamentar os estágio nos cursos de Jornalismo do país”.

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O 1º Colóquio Ibero-Americano de Professores de Jornalismo, que finalizou o terceiro dia do XI Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, contou com a participação de Ramón Salaverría, da Universidade de Navarra (Espanha) e Nilson Lage, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Presente também, o professor Gerson Luiz Martins, como mediador, em seu último dia como presidente do FNPJ, e Leonel Aguiar, docente da PUC-Rio e novo diretor-científico do FNPJ.

Salaverría, especialista em mídia digital, acredita que o jornalismo digital não ameaça os demais meios de comunicação. Ele revelou que, na Espanha, a mídia televisiva atinge cerca de 90% da população, mas é a internet que serve como maior fonte de notícias para os espanhóis; a TV é tida mais como fonte de entretenimento. Uma observação relevante abordada pelo professor da Universidade de Navarra é que o ciberjornalismo apenas poderá ser considerado uma legítima fonte de informação quando tiver repórteres exclusivos, que produzam conteúdo de acordo com a linguagem da Internet.

Além disso, ele mostrou como o ciberjornalismo pode influenciar as mídias mais tradicionais. Um exemplo é o fato de grande parte dos jornais impressos voltados à temática esportiva atualmente possuirem editorias personalizadas para cada grande clube de futebol, tendência que começou com os sítios especializados.

O professor Nilson Lage, por sua vez, centrou sua palestra nos defeitos e vícios do Jornalismo. Ele comentou como os profissionais da área se apóiam nos chamados “especialistas”, que acabam sendo os que constroem a reportagem, em detrimento dos jornalistas, que muitas vezes não apuram a informação. “Não é o jornal que faz a notícia, mas sim um sistema complexo”, disse.

Quanto à questão do ensino, Lage observou que as universidades, em sua maioria, preocupam-se mais em formar os alunos ideologicamente do que em instruí-los de acordo com a realidade do mercado de trabalho. Por fim, o professor criticou a enorme quantidade de cursos de Jornalismo existente no país, pois não há possibilidade do mercado absorver todos os profissionais recém-formados, além de muitas graduações não apresentarem qualidade satisfatória.

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A nova diretoria do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo(FNPJ) tomou posse na assembléia de encerramento do 11º Encontro Nacional de Professores de Jornalismo, realizada na manhã de 21 de abril, na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Eleita com a unanimidade dos votos dos sócios presentes ao evento, a nova direção terá mandato até 2010.

Após ser empossado, o presidente da nova diretoria, professor Edson Spenthof (UFG-GO) destacou a importância da atuação do FNPJ no processo de defesa da qualidade do ensino de jornalismo no Brasil. Reafirmou o compromisso de manter o diálogo e o trabalho conjunto com as demais instituições da área, como a SBPJor (Associação Brasileira de Pesquisadores de Jornalismo), Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) e Andi (Agência de Notícias dos Direitos da Infância).

Spenthof chamou a atenção para o caráter singular do FNPJ, graças a sua atuação no campo acadêmico e também no campo político, no seu trabalho de interlocução com o Governo Federal e outros organismos que regulam e interferem na organização do ensino superior no país. Segundo ele, a entidade dá sinais visíveis de consolidação no cenário brasileiro da educação, o que qualifica os desafios da nova direção.

Antes de transmitir o cargo a Spenthof, o presidente no biênio 2006/2008, professor Gerson Luiz Martins (UFMS – MS), apresentou um breve balanço das atividades desenvolvidas nos últimos anos. Ressaltou a realização dos encontros regionais e estaduais de professores, a edição da Rebej (Revista Brasileira de Ensino de Jornalismo), sob a coordenaççao do professor Juliano Carvalho, vice-presidente da entidade e as parcerias com a SBPJor, a Fenaj e a Andi.

A nova diretoria do Fórum está constituída da seguinte forma:

Diretoria Executiva
1. Presidente: Edson Spenthof (UFG – GO)
2. Vice-presidente: Juliano Carvalho (UNESP – SP)

3. Secretário-Geral: Carmen Pereira (Univ. Castelo Branco – RJ)
4. Segunda Secretária: Ana Prado (Unama – PA)

5. Tesoureiro-Geral: Marcel Cheida (PUC-Campinas – SP)
6. Segundo Tesoureiro: Vitor Menezes (Uniflu – Campos-RJ)

7. Diretor Científico: Leonel Aguiar (PUC-Rio – RJ)
8. Vice-Diretor Científico: Josenildo Guerra (UFS – SE)

9. Diretor Editorial e de Comunicação: Paulo Roberto Botão (UNIMEP – SP)
10. Vice-Diretor Editorial e de Comunicação: Mirna Tonus (UNIUBE – Uberaba-MG)

11. Diretor de Relações Institucionais: Gerson Luiz Martins (UFMS – MS)
12. Vice-Diretor de Relações Institucionais: Sérgio Gadini (UEPG – Ponta Grossa –PR)

Diretorias Regionais

1. Diretor(a) Regional Norte I: Lúcia Helena Mendes Pereira (UFT – TO
2. Diretor(a) Regional Norte II: Manuel Dutra (Unama – PA)

3. Diretor(a) Regional Nordeste I: Ricardo Mello (UCP – PE)
4. Diretor(a) Regional Nordeste II: Mônica Celestino (FSBA – BA)

5. Diretor (a) Regional Sudeste I: Marcelo José Abreu Lopes (Mackenzie – SP)
6. Diretor(a) Regional Sudeste II: Sandra Freitas (PUC-Minas – MG)

7. Diretor (a) Regional Centro-Oeste I: Thaïs Mendonça (UnB – DF)
8. Diretor (a) Regional Centro-Oeste II: Eliani Covem (UCG – GO)

9. Diretor (a) Regional Sul I: Elisa Leonardi (Unicentro – Guarapuava-PR)
10. Diretor (a) Regional Sul II: Tomás Barreiro (Unicenp – PR)

Conselho Consultivo

Ivete Roldão (PUC-Campinas – SP)
Valci Zuculoto (UFSC – SC)
Boanerges Lopes (UFJF – MG)
José Marques de Melo (UMESP/USP – SP)
Joaquim Lannes (UFV – MG)
Antonio Francisco Magnoni (Unesp – SP)
Franklin Valverde (Universidade São Marcos – SP)

Conselho Fiscal

Sandra de Deus (UFRGS – RS)
Jorge Kanehide Ijuim (UFSC – SC)
Narciso Lobo (UFAM – AM)

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