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Archive for fevereiro \18\+00:00 2008

Os jornais semanários de Campo Grande (MS) dia a dia perdem credibilidade, se é que tem alguma. O episódio que relato merece observação, pois é significativo para a credibilidade desses jornais que sobrevivem graças as verbas públicas que são destinadas mensalmente.

Numa padaria de Campo Grande, uma senhora chega para pagar o pão quando o funcionário do caixa oferece o jornal e diz que é de graça. A senhora se recusa a levar o jornal no primeiro momento, diz que se trata de imprensa marrom e para nada serve. No momento seguinte, aceita a “doação” do exemplar do jornal e informa ao atendente de caixa que pelo menos o jornal servirá para que seu cachorro de estimação possa fazer sua atividades fisiológicas sobre o jornal!
Essa reação é sintomática!

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A Federação Nacional dos Jornalistas, Fenaj, divulgou nota em que condena a demissão de jornalistas no Jornal de Brasília e exorta o jornal a rever o processo de demissão em massa.

Leia a íntegra da nota:
A Federação Nacional dos Jornalistas repudia a demissão de mais de trinta jornalistas, além de uma dezena de outros trabalhadores por parte do Jornal de Brasília. Entende que este velho receituário de resolver supostas crises financeiras, além de desumano é medíocre e ineficiente.

Por outro lado solidariza-se com seus trabalhadores, em especial os jornalistas, na expectativa que sua qualidade de vida e seus direitos sejam garantidos. Exorta também a empresa a rever sua decisão e que aposte numa saída negociada com seus trabalhadores e instituições trabalhistas.

Se os atuais administradores não se sentem em condições de fazer uma gestão positiva, que entreguem o Jornal de Brasília para os trabalhadores, que certamente tornarão o veículo rentável, com informação qualificada e ética, como já ocorreu em situações semelhantes em outros locais do país.

Brasília, 14 de fevereiro de 2008.
Diretoria da FENAJ

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Fenaj divulga Nota Oficial sobre a criação da EBC – Empresa Brasil de Comunicação:

As entidades abaixo-assinadas, diante da iminente votação da MP 398/07, que cria a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), gestora da TV Brasil e espinha dorsal do sistema público de comunicação, afirmam:

1. Ratificamos nosso apoio à criação da EBC, na expectativa de um sistema público de comunicação, ressaltando sua importância para a democracia brasileira e sua necessidade para a consolidação da comunicação como direito social e humano.

2. Diferentemente das principais democracias consolidadas no mundo, que contam com um sistema público de radiodifusão, o Brasil até hoje não deu esse passo necessário.

3. Defendemos que a nova TV Pública deve ser uma referência para as demais televisões no que diz respeito à qualidade da programação e ao estabelecimento de mecanismo de participação e envolvimento da sociedade na sua gestão, produção e programação, bem como no encaminhamento de críticas e sugestões pela população.

4. Entendemos que a TV Pública deve manter independência tanto em relação aos governos como ao mercado, produzindo conteúdo de interesse público, sintonizada com as necessidades da sociedade.

5. Ressaltamos que a TV pública deve considerar o cenário de convergência tecnológica, buscando formas de agregar à sua rede uma oferta de serviços digitais, viabilizando a inclusão social.

6. Repudiamos as tentativas de desqualificação da TV Pública que tentam obstaculizá-la ou retirar-lhe as prerrogativas indispensáveis para o seu bom desempenho, cerceando a pluralidade da sua programação e a busca de fontes de financiamento não governamentais.

7. Por tudo isso, defendemos a aprovação da Medida Provisória 398/07, entendendo que ela é o primeiro passo na direção da criação do sistema público de comunicação no Brasil.

8. Reivindicamos, todavia, o aperfeiçoamento da MP, mediante a consideração das contribuições formuladas pela sociedade civil, movimentos sociais, movimentos que lutam pela democratização da comunicação, pesquisadores e trabalhadores da comunicação. Tais contribuições dizem respeito especialmente aos conceitos de gestão, programação e financiamento, de modo a aperfeiçoar o caráter público da EBC e da TV Brasil e garantir sua continuidade nos governos futuros.

9. Por fim, afirmamos que estamos mobilizados para defender a implantação da TV Pública brasileira.

Brasília, 13 de fevereiro de 2008.

Comissão de Mobilização pela I Conferência Nacional de Comunicações

1)FNDC – FÓRUM NACIONAL PELA DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO

2) MNDH – MOVIMENTO NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS

3) FENAJ – FEDERAÇÃO NACIONAL DOS JORNALISTAS

4) CUT – CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES

5) CFP – CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA

6) ABCCOM – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CANAIS COMUNITÁRIOS

7) CDHM – COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E MINORIAS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

8) SUBCOMISSÃO DE TV E RADIODIFUSÃO DA COMISSÃO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA, COMUNICAÇÃO E INFORMÁTICA

9) INTERVOZES – COLETIVO BRASIL DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

10) FITERT – FEDERAÇÃO INTERESTADUAL DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE RÁDIO E TELEVISÃO

11) LAPCOM-UNB – LABORATÓRIO DE PESQUISA EM COMUNICAÇÃO – UnB

12) ABRAÇO – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE RADIODIFUSÃO COMUNITÁRIA

13) PROCURADORIA FEDERAL DOS DIREITOS DO CIDADÃO – MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

14) AMARC-BRASIL – ASSOCIAÇÃO MUNDIAL DAS RÁDIOS COMUNITÁRIAS

15) ENECOS – EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

16) MST – MOVIMENTOS DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA

17) ARPUB – ASSOCIAÇÃO DAS RÁDIOS PÚBLICAS DO BRASIL

18) CAMPANHA QUEM FINANCIA A BAIXARIA É CONTRA A CIDADANIA

19) OAB – ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL.

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De um post de Alberto Marques – Blog GJOL

Consideramos muito importante dar divulgação a estes fatos.

“Como era de esperar, os artigos publicados em capítulos no Google Pages, sobre a recete história da Revista Veja, rendeu ao jornalista Luis Nassif um processo. Para Nassif, “o maior fenômeno de anti-jornalismo dos últimos anos foi o que ocorreu com a revista Veja. Gradativamente, o maior semanário brasileiro foi se transformando em um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho, envolvendo-se em guerras comerciais e aceitando que suas páginas e sites abrigassem matérias e colunas do mais puro esgoto jornalístico”.

O jornalista foi processado por dois figurões da revista – Lauro Jardim, editor da seção “Radar”, e Eurípedes Alcântara, diretor de redação. Nesta segunda-feira (11), Nassif minimizou o contra-ataque e declarou que a “guerra santa” continua. “Eu dei a cara pra bater, alguém tinha que fazer isso. Eu sei que é um adversário imenso. Mas alguém tem que falar”, afirmou Nassif. “Essa disputa jurídica vai ser importante para uma discussão mais ampla. Em toda a minha carreira, eu nunca vi alguém fazer um jornalismo como o que a Veja está fazendo.”

Nassif considerou a decisão “um direito dos dois”, mas fez uma ponderação: “Eles podiam tentar explicar a situação. A Abril mandou uma carta contestando alguma coisa e foi publicada no meu blog e no iG. Já a Veja não tem por hábito permitir o direito de resposta. Isso é uma afronta maior. Para mim, ferir a liberdade de expressão é não permitir o direito de resposta”.

A carta a que Nassif se refere foi enviada pela editora Abril ao iG, reivindicando um pedido de resposta à série. A editora afirmou que “repudia veementemente as informações” divulgadas na página do jornalista, entre os meses de dezembro de 2007 e janeiro de 2008.

A editora Abril não tomará nenhuma atitude jurídica em relação às afirmações de Nassif, que vai contratar um advogado. Ele acha que os jornalistas estão sendo precipitados em iniciar o processo tão cedo. “Eles deveriam esperar o fim da série para me processar, porque eu vou apresentar um conjunto de elementos e provar minhas teses”.

Um episódio a acompanhar!!!
Via Vermelho.

Alberto Marques

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O jornal Correio do Estado lançou nesta quinta-feira, 7 de fevereiro, sua nova página na internet. O lançamento foi realizado na ocasião do aniversário do jornal que completa 54 anos. Embora não seja o primeiro jornal de Mato Grosso do Sul, é o mais antigo em circulação.

O Blog Ciberjornalismo, associado a este, havia indicado a atualização do sítio web do Correio do Estado no dia 8 de fevereiro do ano passado. O projeto esteve em estudo por todo esse tempo. Passado um ano da proposta, executada pela Master Case, finalmente o jornal resolveu colocar na rede a nova versão.

Da primeira proposta em fevereiro de 2007 para aquela que foi lançada hoje, há características que não atende as peculiaridades do ciberjornalismo. O acesso ao conteúdo da página remete à edição digitalizada do jornal e apenas para assinantes. O conteúdo aberto está muito restrito, o leitor acesso apenas 4 ou 5 linhas da notícia. Essa situação é muito constrangedora, pois o leitor não assinante fica frustrado, ele tem menos informações se comparado ao sítio web anterior. Além disso, a primeira página, capa do sítio web, está mais pobre. Embora seja o visual mais leve, mais atualizado aos padrões cotidianos, peca pela pobreza nas informações. A Master Case também não pensou no mais recente mercado de acesso a internet realizado pelos dispositivos móveis, principalmente os celulares. De outro lado, um leitor assiduo do jornal que mora fora de Campo Grande e que, portanto, não é assinante do jornal, vai ter acesso a menos informações.

O projeto final da Master Case ficou muito abaixo do padrão atual dos jornais na internet. Um exemplo, que poderíamos chamar de modelo e que está inerente aos melhores jornais norte-americanos ou europeus, é do jornal Gazeta do Povo de Curitiba.

No caso do Correioweb – Correio do Estado na internet – , como está a ser denominado pelos diretores da empresa, a Master Case tem muito o que melhorar. Importante destacar que o nome Correioweb é utilizado há muito tempo pelo Correio Braziliense.

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Entra governo, sai governo e a relação promíscua entre governo e imprensa em Mato Grosso do Sul continua a mesma. Apesar das denúncias dessa relação no governo de Zeca do PT, o novo governo não é muito diferente.

De volta a Mato Grosso do Sul, não há como não observar essas relações cotidianas, que desmoralizam ambos os lados. No último domingo, o jornal semanário A Crítica (jornais semanários são, tradicionalmente, capitaneados pelas relações de prosmicuidade com a classe política no estado, há uma dissertação de mestrado da professora da UCDB, Angela Catônio a respeito) publicou como manchete o seguinte: “André lidera comitiva para cobrar de Lula solução para dívida dos estados”. Observe o leito o tamanho do título! Nesse, como em outros casos não há qualquer interesse ou atenção para a boa norma jornalística, diga-se: não há jornalismo! Contudo esse título revela claramente como continuam as relações entre o governo e a imprensa, que podemos de chamar do conhecido “yellow press”, ou como dizemos nestas terras, jornalismo marrom.

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O editor da Revista Brasileira de Ensino de Jornalismo (REBEJ), Juliano Carvalho, lançou nesta segunda-feira, 4 de fevereiro a Chamada de Trabalhos (Call for Papers) para a nova edição da revista. Segundo o professor Dr. Juliano Carvalho que também é vice-presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, visa ser um espaço para a reflexão e troca de experiências na docência de graduação em jornalismo. O prazo final para envio é 10 de março de 2008.

As principais normas para a submissão dos textos estão disponíveis em http://www.fnpj.org.br/rebej/ojs/policies.php.

A revista pode ser acessado no endereço: http://www.fnpj.org.br/rebej/ojs.

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